Cenário internacional é favorável para a pecuária brasileira, mas produtor deve estar atento à disputa entre China e EUA

“Eu vejo um mercado bem ofertado. Eu não vejo preços (dos grãos) subindo muito porque. A não ser que haja um grande problema na safra americana, eu não vejo nenhum risco para cima de preços. Obviamente depende de como vai se comportar o final da safrinha no Brasil e essa safra americana que está sendo plantada”, disse Sampaio em entrevista para o quadro Giro pelo Mundo.

“Eu vejo um mercado bem ofertado. Eu não vejo preços (dos grãos) subindo muito porque. A não ser que haja um grande problema na safra americana, eu não vejo nenhum risco para cima de preços. Obviamente depende de como vai se comportar o final da safrinha no Brasil e essa safra americana que está sendo plantada”, disse Sampaio em entrevista para o quadro Giro pelo Mundo.

O especialista também afirmou que problemas recentes com da produção chinesa de carne de porco com a peste suína podem impactar a produção de proteína animal em todo mundo pela expressividade do mercado consumidor daquele país e também seu volume de produção, que poderia ser reduzido em até 20% com a doença.

“A China produz 50% da produção de porco mundial, então seriam quase dez milhões de toneladas que alguém vai ter que produzir para poder repor, seja de carne de porco, bovina ou de frango. Então a expectativa para preços internacionais de carnes é muito positiva. Se o produtor, alinhado a isso, tiver preços relativamente baixos do milho, fazendo uma boa prática de pecuária, um confinamento, cuidando da qualidade, abatendo um boi mais novo, tem tudo para ser um ano excelente para o pecuarista brasileiro”, detalhou.

Sampaio ponderou, no entanto, que os players deste mercado devem estar atentos às notícias referentes à disputa comercial entre Estados Unidos e China, que pode levar a mudanças nestas projeções.

Semana decisiva para definir tamanho de oferta. Se frigoríficos não conseguirem alongar escalas, @ pode buscar os R$ 170 em SP

No mercado do boi gordo está pode ser uma semana decisiva para os frigoríficos, tendo em vista que caso as indústrias não consigam alongar as escalas de abate poderá influenciar no preço da arroba no estado de São Paulo. Atualmente, as referências estão ao redor de R$ 160,00/@ e a tendência é que fique nas próximas semanas em torno de R$ 170,00/@.

De acordo com o analista de mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, esse é um período que vai mostrar como os negócios vão se encaminhar no curto, médio e longo prazo. “Nós batemos nas últimas duas semanas nos preços redondos que muitos pecuaristas estavam batalhando há tanto tempo atrás. Provavelmente, nós batemos nesses patamares vimos há quatro anos”, afirma.

Se as indústrias frigoríficas conseguissem comprar um volume de animais suficiente para o abate deixasse as escalas confortáveis com 12 dias poderia influenciar em um movimento de alta em curto prazo. “Eu sugiro que quem tem o animal pronto coloque uma parte desse animal na negociação. Porém, não podemos menosprezar a safra de pasto que começa nesta época”, comenta.

O analista destaca que a perspectiva é que no mês de maio pode ter um aumento na oferta e esse movimento de alta nos preços pode esfriar. “Sem dúvida, a gente não pode menosprezar de forma nenhuma a oferta e precisamos lembrar que o Brasil é muito grande, na qual teremos uma safra até junho”, ressalta.

Por: Aleksander Horta e Andressa SimãoFonte: Notícias Agrícolas

Caio Junqueira – Analista de Mercado da Cross Investimentos

3 vezes mais @ ⁄ha, dobra a lucratividade pecuária inteligente (Vídeo)

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Reabertura do mercado dos EUA à carne bovina pode representar 50 mil/t anuais

Nesta quarta-feira (20), o jornalista Giovanni Lorenzon, do Notícias Agrícolas, conversou com Antônio Jorge Camardelli, Presidente da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos nos últimos anos. Em 2017, a carne bovina brasileira in natura teve uma breve abertura no mercado americano, mas foi barrada em decorrência de abscessos na carne por origem vacinal. Como decorrência, uma nova vacina foi desenvolvida sem a substância que causa os abscessos.

Para Camardelli, a abertura de novos mercados, como o americano, é uma compensação do mercado interno, que consome mais carne de origem traseira do que dianteira. Dessa forma, a exportação de carnes dianteiras tirariam o excesso de produto das prateleiras, trazendo benefícios econômicos para o setor. Dentre os números apresentados por Camardelli, destaque para a exportação que pode atingir 50 mil toneladas anuais.

Sobre a entrada de carne suína americana no Brasil, como base de troca da exportação de carne bovina brasileira, Camardelli considera natural que isso faça parte da negociação, já que em acordos comerciais envolvendo dois ou mais países, concessões são necessárias para que haja abertura de fronteiras.

Confira a entrevista.

Iniciativa de abertura para carne suína americana é vista como razoável para exportação de carne bovina brasileira aos EUA

A ministra da Agricultura Tereza Cristina está voltando da viagem aos Estados Unidos com a promessa de que o governo americano vai anunciar brevemente a vinda de uma missão para inspecionar frigoríficos e possivelmente voltar a liberar a entrada da carne in natura brasileira. Na contramão, o Brasil estudaria protocolos sanitários para liberar o mercado interno à carne suína dos EUA, além de já ter oferecido uma cota livre às importações de trigo conforme foi anunciado durante a visita do presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto se aguarda mais informações, o que deve ocorrer nos próximos dias, alguns agentes dos dois setores não estão vendo nessa troca de “carne por carne”, se de fato for confirmada, um problema econômico sério. Fazem observações, dentro das especificidades de cada atividade, mas entendem que a iniciativa brasileira é muito importante.

Seja para mostrar que o País “mudou e tem boa vontade de negociar”, como lembrou Lozivanio Luis de Lorenzi, presidente da entidade dos criadores de suínos de Santa Catarina (ACCS), seja até para reparar “a irresponsabilidade que foi o caso do abscesso na nossa carne em 2017, ainda que o risco sanitário tenha sido zero”, segundo Pedro de Camargo Neto, pecuarista e vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Pode-se dizer que é até normal, portanto, diante do histórico.  

Suínos

A possível abertura ao suíno americano não assusta, num primeiro momento, porque o custo de produção lá é alto, e o produto chegaria ao Brasil com pouca competitividade, explica De Lorenzi. Nem tampouco se espera que o país vá subsidiar vendas ao Brasil, como entende Camargo Neto.

Mas fica, segundo eles, em aberto alguma necessidade de reciprocidade para o suíno brasileiro, especialmente o de Santa Catarina, na América do Norte. Reciprocidade que também pede a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), apesar de se manifestar, em nota, pela abertura.

Os EUA liberam apenas um corte de costelinha para somente duas plantas autorizadas, o que é muito pouco para a ACCS, tanto que apenas 2 contêineres mensais seguem para lá. O Brasil, portanto, poderia seguir na mesma direção, impondo os cortes.

Da mesma forma, o presidente da entidade catarinense acredita que o Mapa poderia também exigir que missões técnicas brasileiras fossem realizadas naquele território. Mesmo que não se conheça problemas sanitários nos suínos americanos, essas visitas técnicas são protocolares.

Já para o produtor independente Wienfried Mathias Leh, do Grupo Leh, de Guarapuava (PR), a entrada do produto dos Estados Unidos, grande concorrente internacional do Brasil, seria boa para regular os preços aqui. Para ele, a cotação no mercado interno acabaria sendo influenciada pelos preços do mercado mundial, o que só acontece se passássemos a importar.

Bovinos

A paralisação do mercado americano à carne bovina, em 2017, em decorrência de abscessos na carne por origem vacinal, representou duro golpe às exportações que mal haviam sido liberadas. Pedro de Camargo Neto lembra que em quatro meses o Brasil já havia vendido mais que a cota imposta, além do que os Estados Unidos são referência e formadores de opiniões para outros mercados exigentes, como Coreia do Sul e Japão.

O setor evita comentar se é justo, para a suinocultura, a troca que aparenta estar ocorrendo, diante das informações que chegam da comitiva brasileira nos encontros de Washington.

Camargo Neto, que já foi negociador internacional tanto para governos brasileiros quanto de entidades como Abiec e ABPA, pensa, no entanto, que não se deveria misturar questões sanitárias com comercias, mas sabe que o “pragmatismo” dos negociadores americanos acaba prevalecendo.

No Frigorífico Mercúrio, do Pará, a expectativa é que se há essa negociação envolvendo as duas proteínas, que seja rápida. Daniel Freire, diretor, acredita que a pecuária exportadora precisa do mercado dos Estados Unidos, sobretudo diante das notícias pouco animadoras da China, que recusou a liberação de mais plantas no Brasil, além da Rússia, que só mantém abertas 5 plantas exportadoras.

Já o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), Maurício Velloso, também está animado e vê o gesto brasileiro, mais pró-ativo que o americano – inclusive como pensa também o vice da SRB -, como normal diante das circunstâncias gerais do relacionamento bilateral entre os dois países.

“E o Brasil sempre trabalhou o comércio exterior do agronegócio de forma primária”, diz, acentuando que não é só os Estados Unidos que são pragmáticos nas relações comerciais, ou seja, primeiro pedem e depois oferecem, mas “todos nossos parceiros e adversários também o são”.

Ele espera, no entanto, para ver se o lobby americano das carnes vai ter alguma influência se de fato os Estados Unidos caminharem na direção da liberação da carne bovina in natura.Por Giovanni Lorenzon

Fonte Notícias Agrícolas

Pecuarista pode lucrar mais de R$ 500 por hectare produzindo boi de 20 arrobas aos 20 meses [vídeo]

Para Souza, este é um dos passos para o pecuarista sair de um lucro médio menor do que R$ 30 por hectare na operação pecuária, conformou apontou recentemente o levantamento do Benchmarking 2017/18, para quase R$ 500, que é aproximadamente a média dos pecuaristas top rentáveis.

Em entrevista à reportagem do Giro do Boi, Leonardo Souza listou os pontos-chave para o pecuarista executar o plano e elevar seu resultado:

– Emprenhar novilhas Nelore aos 14 meses;
– Descartas as fêmeas vazias ao final da estação de monta;
– Fazer uma estação de monta curta – 70 dias no máximo;
– Abater animais até os 20 meses de idade.

“O que é claro para nós é que o animal que é abatido com três anos ou mais, a margem de lucro da engorda é muito baixa. Se a gente insistir neste sistema de produção, a gente não vai ter sucesso. Então nós precisamos reduzir a idade de abate”, indicou o veterinário.

“Abater os animais com no máximo dois anos de idade. É aí onde você tem maior margem dentro da atividade de engorda. Quando você tem essa situação, é possível, dizendo de uma maneira simplista, sair de uma pecuária como o (Antônio) Chaker está mostrando hoje de R$ 30 ou R$ 40 reais de lucro por hectare para R$ 500, que é a experiência que a gente tem dentro do Qualitas. A gente tem gente até chegando a R$ 1.200 de resultado por hectare. E não é possível a gente atingir isso se a gente não foi mais intensivo no sistema de produção”, acrescentou.

Para alcançar esta meta, complementou o diretor do Qualitas, o animal deve ganhar ao menos 675 g por dia para chegar aos dois anos perto de 16@ aos 20 meses, o que seria uma faixa mínima de peso ideal. “Se você fizer isso, já é o suficiente para você ter um resultado de R$ 500 de lucro por hectare. Então essa velocidade, fazer com o que o animal ganhe peso mais rápido é fundamental para que a margem da atividade seja atrativa e seja competitiva com as outras atividades, como a agricultura”, afirmou.

Confira a entrevista completa de Leonardo Souza:

Nova pesquisa: Emissões de metano do gado não têm efeito detectável no clima

“Nossa principal conclusão é que não há necessidade de emissões antropogênicas de gases de efeito estufa (GEEs), e muito menos de emissões geradas pelo gado, para explicar a mudança climática. O clima sempre mudou, e até mesmo o aquecimento atual é provavelmente impulsionado por fatores naturais.

O potencial de aquecimento das emissões antropogênicas de GEE foi exagerado, e os impactos benéficos das emissões de CO2 pela natureza, agricultura e segurança alimentar global foram sistematicamente suprimidos, ignorados ou pelo menos minimizados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) e outras agências da ONU (Nações Unidas).

Além disso, expomos importantes deficiências metodológicas nas instruções e aplicações do IPCC e da FAO (Food Agriculture Organization) para a quantificação da parte de origem humana das emissões de gases de efeito estufa não-CO2 dos agroecossistemas.

No entanto, até o momento, esses erros fatais foram inexoravelmente propagados pela literatura científica.

Finalmente, não conseguimos encontrar uma impressão digital de gado doméstica clara, nem na distribuição geográfica do metano nem na evolução histórica da concentração atmosférica média de metano.”

Pontos chave:

  1. “A fim de obter uma parte efetiva das emissões dos ecossistemas manejados, é preciso subtrair as emissões de linha de base dos respectivos ecossistemas nativos ou dos ecossistemas pré-geridos pelas mudanças climáticas daqueles dos agroecossistemas de hoje. A omissão dessa correção leva a uma superestimação sistemática das emissões de GEE não CO2 geradas em propriedades rurais.

As publicações científicas geralmente não levam isso em consideração, pois as emissões de CH4 e N2O nascidas na fazenda são consistentemente interpretadas em um nível de 100% como uma fonte antropogênica de GEE adicional, assim como o CO2 gerado pelo combustível fóssil. Como as mencionadas diretrizes do IPCC [2007] são tomadas como referência última, essa deficiência metodológica severa propagou-se pela literatura científica ”.

  1. “Manchas de esterco concentram o nitrogênio ingerido de lugares espalhados pelo pasto. Nichols et al. [2016] não encontraram diferenças significativas entre os fatores de emissão dos fragmentos e do resto do pasto, o que significa que a mesma quantidade de óxido nitroso é emitida, independentemente de a forragem passar ou não pelos intestinos do gado. No entanto, o IPCC e a FAO consideram erroneamente que todo o óxido nitroso que vaza do esterco é gerado pelo gado e, portanto, produzido pelo homem ”.
  2. “Entre 1990 e 2005, a população mundial de gado aumentou em mais de 100 milhões de cabeças (segundo as estatísticas da FAO). Durante esse tempo, a concentração atmosférica de metano estabilizou-se completamente. Essas observações empíricas mostram que a pecuária não é um ator significativo no orçamento global de metano [Glatzle, 2014]. Essa apreciação foi corroborada por Schwietzke et al. [2016], que sugeriu que as emissões de metano da indústria de combustíveis fósseis e a infiltração geológica natural foram 60-110% maiores do que se pensava anteriormente. ”
  3. “Ao olhar para a distribuição global das concentrações médias de metano, conforme medidas pela ENVISAT (Satélite Ambiental) [Schneising et al., 2009] e a distribuição geográfica da densidade animal doméstica, respectivamente [Steinfeld et al., 2006], não foi encontrada relação entre os dois critérios [Glatzle, 2014]. ”
  4. “Embora as estimativas mais recentes de emissões anuais de metano provenientes do gado tenham sido 11% superiores às estimativas anteriores [Wolf et al., 2017], ainda não podemos ver nenhuma impressão digital visível na distribuição global de metano.
  5. “A ideia de uma contribuição considerável da pecuária para o orçamento global de metano depende de cálculos teóricos de baixo para cima. Mesmo em estudos recentes, por exemplo, [Mapfumo et al., 2018], apenas as emissões por animal são medidas e multiplicadas pelo número de animais. Interações ecossistêmicas e linhas de base ao longo do tempo e do espaço são geralmente ignoradas [Glatzle, 2014]. Embora um grande número de publicações, como o excelente relatório mais recente do FCRN (Food Climate Research Network) [2017], discuta extensivamente os potenciais de sequestro ecossistêmico e as fontes naturais de GEEs, eles não consideram as emissões de linha de base dos respectivos ecossistemas nativos quando avaliarm emissões de gases de efeito estufa não-CO2 geradas pelo homem a partir de ecossistemas gerenciados. Isto implica uma estimação exagerada sistemática do potencial de aquecimento, particularmente quando se assume uma sensibilidade climática considerável às emissões de GEE ”.
  6. “Não conseguimos encontrar uma impressão digital do rebanho doméstico nem na distribuição geográfica do metano nem na evolução histórica da concentração atmosférica de metano. Consequentemente, na ciência, na política e na mídia, o impacto climático das emissões antropogênicas de GEE foi sistematicamente superestimado. Emissões de GEE provenientes do gado têm sido interpretadas principalmente isoladas de seu contexto ecossistêmico, ignorando sua significância desprezível dentro do equilíbrio global. Não há evidência científica, qualquer que seja, de que o gado doméstico possa representar um risco para o clima da Terra ”.
  7. “[E] ven LA Coluna de Chefs de LA [Zwick, 2018], apesar de assumir um grande impacto do metano no aquecimento global, chegou à conclusão: ‘Quando o metano é colocado num contexto mais amplo do que redutivo, todos nós temos parar de culpar o gado (‘vacas’) pela mudança climática. ‘”

Fonte: https://climatechangedispatch.com.

O que a indústria da carne pode esperar de 2019?

A indústria internacional de carne está enfrentando uma enorme mudança e testemunhou um turbilhão de mudanças e desenvolvimentos em todo o setor.

No entanto, houve também uma série de vencedores, com novas aberturas de mercado, bem como várias fusões e joint ventures criando grandes oportunidades.

Com tantas incertezas, é difícil determinar o futuro da indústria. No entanto, o GlobalMeatNews reduziu três tópicos principais aos quais estaremos atentos para 2019.

Brexit

Sim, nós tivemos que mencionar o Brexit, mas quase três anos depois que o Reino Unido votou para deixar a União Europeia, as negociações ainda estão no limbo, deixando muitos processadores de carne preocupados com seu futuro.

A política desempenhou um grande papel na agricultura este ano e, sem um acordo certo para o Reino Unido, os comerciantes internacionais de carne enfrentam desafios com tarifas, verificações veterinárias e alfândega.

Muitos produtores europeus têm sido proativos na preparação do Brexit e estão se preparando para consolidar os laços comerciais com o Reino Unido. As mais recentes incluem a alemã Tönnies Group comprando a Riverway Foods, produtora de salsichas da Cumberland, para expandir sua participação de mercado no Reino Unido, e a Kepak adquirindo a divisão 2 Sisters Red Meat da Boparan Holdings.

Também permanece um dilema sobre o Reino Unido ser flexível com seus padrões de bem-estar em termos de frango com cloro e carne com hormônio dos EUA. Os pesos pesados do comércio de carne do Reino Unido, incluindo a British Meat Processors Association e o British Poultry Council, permaneceram firmes que não querem ver esses tipos de produtos importados para a Grã-Bretanha.

No entanto, de acordo com uma pesquisa do Conselho de Agricultura e Horticultura do Reino Unido, há consumidores que não se incomodariam com carnes importadas tratadas sendo abastecidas em supermercados e não alterariam seus hábitos de compra.

Comércio dos EUA

Depois de um ano turbulento com tarifas de retaliação impostas aos produtos de carne dos EUA, o presidente Donald Trump está trabalhando com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para construir pontes com alguns dos principais mercados de carne do mundo, incluindo China, México e Canadá.

Os suinocultores dos EUA revelaram há alguns meses que as tarifas impostas aos EUA haviam danificado significativamente o setor financeiramente, com os custos subindo para US $ 1,5 bilhão.

No entanto, estão sendo feitos progressos para corrigir os danos, com a China concordando em princípio que reduziria as tarifas em até 40%. O acordo foi feito durante uma reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping na cúpula do G20 em Buenos Aires no início deste mês.

Enquanto isso, EUA, Canadá e México também assinaram um acordo para abrir o comércio entre os países.

A medida foi bem recebida pelo presidente do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína, Jim Heimerl, que disse que preservaria o comércio de carne suína com tarifas zero nos EUA a longo prazo.

Dito isso, Trump é conhecido por ser muito imprevisível e mais um deslize do presidente dos EUA pode resultar em resultados catastróficos para a indústria de carnes.

Alternativas à carne

Foi um ano crucial para os fabricantes de alternativas à carne, que estão mantendo a pressão sobre os produtores tradicionais de gado para um desempenho forte.

Com muitas empresas globais de carne alternativas, como Vivera e Beyond Meat, garantindo espaço em grandes varejistas no Reino Unido, haverá preocupações sobre se o setor vai expulsar os negócios tradicionais de carne.

A indústria da carne cultivada também revelou grandes ambições em termos de trazer carnes cultivadas em laboratório para o mercado mainstream. Durante uma visita a Maastricht, na Holanda, no início deste ano, o co-fundador da Mosa Meat, Mark Post, revelou à GlobalMeatNews que a carne cultivada em laboratório tinha o potencial de substituir totalmente a produção de carne no setor. A companhia acrescentou que previa que as carnes cultivadas em laboratório seriam vendidas em varejistas em todo o mundo nos próximos 10 anos.

A inovação tem sido um fator-chave para o sucesso das alternativas à carne, com empresas incluindo a Cargill expandindo os produtos à base de plantas para o setor de peixe.

A demanda dos consumidores por alternativas à carne também está se fortalecendo a cada mês, já que a Mintel revelou que as vendas superaram as compras tradicionais de carne no Reino Unido.

Então, até onde pode ir o setor de alternativas de carne?

Será que vamos ver proteínas à base de plantas em corredores dedicados nos supermercados? Devido ao número de produtos já disponíveis no mercado, prevemos que é apenas uma questão de tempo até que os varejistas parem de armazenar itens ao lado de produtos de origem animal.

As carnes cultivadas serão mais conhecidas na indústria? Provavelmente está muito distante, considerando a quantidade de tempo que levou para que proteínas baseadas em plantas sejam amplamente aceitas, mas certamente tem um enorme potencial.

Fonte: GlobalMeatNews, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Arroba do boi fecha novembro em alta

omam-se quatro semanas de valorização da carne bovina vendida pelos frigoríficos no atacado. Desde o começo de novembro os preços da carne sem osso só sobem e já acumulam alta de 4,0%, na média de todos os cortes. É o segundo maior aumento mensal desde o começo do ano, perdendo somente para a valorização acumulada ao longo de setembro (4,4%). Mas os fatores responsáveis pela subida de preços foram divergentes nestes dois meses.

Em setembro, a demanda estava contida em função das incertezas eleitorais, mas os volumes recordes de carne bovina in natura vendida para o mercado internacional melhoraram o escoamento e encareceram os preços destes produtos no mercado doméstico.

E como o Brasil exporta mais carne de dianteiro, esses cortes foram os grandes responsáveis por puxar as altas. Ao longo daquele mês, em média, os cortes de dianteiro subiram 7,0% e os cortes de traseiro 3,6%. Lembrando também que em setembro, a oferta de gado restrita foi outro fator responsável pela elevação dos preços.

Já em novembro, o cenário ao logo do mês foi de mais oferta de boiadas de cocho em comparação com setembro, e exportações sem grandes surpresas. Inclusive, se continuarmos neste ritmo de embarques, a retração em relação a setembro será ao redor de 5,0%. Portanto, o fator que tem alavancado os preços é a expectativa de aumento do consumo de carne no final de ano. No decorrer deste mês os cortes de traseiro ficaram em média 6,1% mais caros e os de dianteiro 3,1% mais baratos. Fator este que consolida a perspectiva do mercado de melhora da demanda.

[Vídeo] Menos consumo e mais lotação: a receita do programa Qualitas para aumentar em 16,5% o lucro de seus associados

No encontro ocorrido, o objetivo foi a divulgação dos resultados das provas de eficiência alimentar e ultrassonografia de carcaça dos touros. Na edição 2018, foram provados 120 indivíduos e descobertos 14 animais em destaque para as características, tendo já sido coletadas 10 mil doses de sêmen dos animais, que serão os responsáveis pelo progresso genético dos rebanhos do Qualitas. Leonardo reforçou que os reprodutores devem ter maior desempenho, mas também combinar esta qualidade com eficiência no custo da arroba produzida. “Se a gente juntar as duas coisas, vai ter a genética certa para ser utilizada”, raciocinou.

Durante sua entrevista, Souza destacou a missão do programa de melhoramento genético, que é o desenvolvimento de um sistema de produção cuja convicção é obter lucratividade por meio de uma genética ajustada.

“O que falta para o pecuarista é um rumo. Na verdade é planejamento. Como é que a minha fazenda tem que ser, como é que eu tenho que produzir, quais são os pontos que eu tenho que me preocupar que vão realmente me fazer ganhar mais dinheiro ou me manter na atividade? Esse foi o primeiro passo que com a própria história do Qualitas evoluiu para isso. Em um primeiro momento a gente fazer a seleção para melhorar os animais, mas realmente qual o objetivo desta seleção, o que isso vai trazer de resultado financeiro para este pecuarista, quais são as características realmente importantes do ponto de vista econômico? […] Vamos colocar foco naquilo que realmente é importante para o negócio”, informou.

“A eficiência alimentar vai não só diminuir o consumo de suplementos pelos animais, o que já tem um impacto violento. Se você diminuir o consumo de suplemento em 10% e o animal for mais eficiente, isso impacta em 6,5% a mais no lucro por hectare. E se você tem um animal que come menos assim você vai poder aumentar a lotação da sua fazenda. Se você aumenta 10% a lotação, você vai aumentar diretamente 10% de lucro. Então para atingir este objetivo do Qualitas, nós temos até uma meta. Para 2027 a gente quer alcançar 10% a menos de consumo e 10% a mais de lotação em todas as fazendas do Qualitas só selecionando para eficiência alimentar. […] Nós vamos ampliar em 16,5% o lucro por hectare dessas fazendas”, calculou Leonardo Souza.

Veja mais informações na entrevista completa concedida por Leonardo Souza ao Giro do Boi:

Produtores gaúchos pedem antecipação da retirada da vacina contra febre aftosa

Novacki foi recebido na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), pelo diretor administrativo da federação Francisco Schardong e por entidades ligadas ao setor de Proteína animal, onde foram discutidos temas do segmento como sanidade animal e comércio internacional, além da febre aftosa.

O secretário executivo também esteve reunido com representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetag), onde relatou o estágio de desenvolvimento dos principais programas do Mapa para o setor.

No Palácio Piratini, sede do executivo gaúcho, Novacki foi recebido pelo governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, e pelo vice-governador, José Paulo Cairoli, onde destacou a relevância e o dinamismo da agropecuária gaúcha.

Fonte:  Mapa.

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10/12/2019 | Scot Consultoria
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