Programa Nelore

NELORE QUALITAS

Apresentação

O Programa de Melhoramento Nelore Qualitas foi desenhado para ser o mais eficiente sistema de seleção de gado Nelore, com o uso de informações de múltiplos rebanhos tendo como base a experiência da Qualitas Melhoramento Genético no planejamento e execução de programas de melhoramento genético.

Empresa Responsável

O gerenciamento do Programa Nelore Qualitas fica sob responsabilidade da Qualitas Melhoramento Genético, que também é responsável pelas visitas técnicas do programa. A Qualitas Melhoramento Genético é uma empresa de consultoria especializada em pecuária de corte, atuando a mais de vinte e dois anos no mercado, participou do desenvolvimento técnico de vários programas de grande porte na pecuária nacional.

Funcionamento

A função primordial do Programa Nelore Qualitas é promover o melhoramento genético nos rebanhos participantes e por meio de um processo de seleção dos animais jovens produzir touros e novilhas melhoradoras.

O Nelore Qualitas foi reconhecido em 2002 pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) do qual recebeu a autorização para emissão do CEIP, Certificado Especial de Identificação e Produção, para até 20% de sua safra de produção de touros e novilhas por ano. O MAPA realiza a cada ano, auditoria na Qualitas Melhoramento Genético e aprovando todo o sistema de controle e funcionamento do Programa Nelore Qualitas, renovando assim a autorização para emissão do CEIP.

Todos os dados colhidos pelos criadores participantes do Programa Nelore Qualitas são processados conjuntamente, garantindo um máximo aproveitamento das informações.

O Programa Nelore Qualitas recebe orientação do Prof. Danie Bosman do ARC – Pretoria – África do Sul, na avaliação e seleção dos animais para eficiência funcional, processo que é usado complementarmente ao processo de seleção por DEPs para garantir maior eficácia na seleção de touros jovens.

As avaliações genéticas e pesquisas para aprimoramento da seleção dos animais é realizada pela UNESP através de uma parceria com os Professores Dra. Lúcia Galvão de Albuquerque – UNESP de Jaboticabal – SP e do Professor Dr. Josineudson Augusto II de Vasconcelos Silva – UNESP de Botucatu – SP.

 

Serviços Prestados

O Programa Nelore Qualitas apresenta um desenho modular de programa, encaixando-se perfeitamente na necessidade de cada propriedade. Neste formato o criador tem autonomia para determinar os serviços que serão utilizados.

Com as análises genéticas o criador participante do Programa Nelore Qualitas terá acesso aos valores genéticos dos seus animais, podendo determinar o direcionamento do seu sistema de produção e seleção. O sistema de avaliação genética englobará características importantes para o sistema de produção Qualitas, tais como ganho de peso à pasto, resistência a ectoparasitas, precocidade sexual, etc.

As visitas às fazendas terão a função de treinar os funcionários e auditar o sistema de produção. Orientando e treinando a mão-de-obra em relação às medições e avaliações dos animais. Verificando, também, se as normas de produção e seleção dos animais descritas no Manual Operacional de Produção estão sendo cumpridas. São efetuadas também visitas para avaliação funcional de todos animais por volta dos 18 meses de idade. A necessidade do número de visitas à fazenda será definida entre a Qualitas Agronegócios e o criador.

Os criadores que desejarem utilizar o serviço de acasalamento dirigido poderão optar por uma avaliação funcional de todas as suas matrizes. Com este desenho individual de cada animal é possível identificar os pontos fortes e fracos de cada um sendo então indicados os touros adequados para cada matriz.

Todos os anos a Qualitas Agronegócios organiza visitas às principais centrais de coleta de sêmen do país para identificar e avaliar funcionalmente os touros com sêmen disponível para o mercado. Todas as informações de cada reprodutor fazem parte de uma lista de indicação de touros a serem utilizados pelos criadores na próxima estação de monta. Nesta lista cada touro apresenta uma nota de avaliação de risco de utilização. Este risco depende da quantidade de informações que cada touro possui. Touros jovens sem filhos avaliados e sem avaliação genética apresentam risco muito alto enquanto touros já bastante utilizados no Qualitas e com vários filhos avaliados apresentam risco de utilização muito baixo, pois já sabemos o que o touro produz.

Os 20% melhores machos e fêmeas jovens da avaliação genética de cada safra têm direito ao CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), que é um documento oficial outorgado pelo Ministério da Agricultura à programas de Melhoramento Genético e que isentam os animais certificados do pagamento do ICMS em caso de transferência e comercialização interestadual. Os animais que forem candidatos ao CEIP serão vistoriados pelos técnicos do Qualitas e será cobrada uma taxa para cada touro e novilha certificada.

Avaliação Funcional

O Programa Nelore Qualitas é o único programa de melhoramento genético existente que está trabalhando com avaliação funcional dos seus animais em larga escala.

O termo avaliação funcional diz respeito a avaliações visuais realizadas sobre os animais em características de importância econômica. Estas características não estão necessariamente ligadas ao padrão racial e a avaliação estética dos animais, mas sim relacionadas a características que impactam na capacidade dos animais desempenharem melhor produtiva e reprodutivamente.

Todos os animais nascidos no programa são avaliados funcionalmente em idade próxima aos 18 meses de idade para as seguintes características:

  • Reprodução, Úbere (somente fêmeas), Musculosidade, Frame, Aprumos, Cascos, Ossatura, Profundidade, Linha de Dorso, Inclinação de Garupa, Umbigo, Boca, Inserção de Cauda, Pelagem, Temperamento, Desvio de Chanfro, Caracterização Racial e Torção Testicular (somente machos).

Estas informações e as DEPs de cada animal são ainda utilizadas para o acasalamento de todas as matrizes do programa visando maximizar o ganho genético da próxima geração de animais. Este processo é executado pela Progênie, empresa de Uberlândia que dispõe da tecnologia e pessoal para processar o acasalamento das matrizes do Programa Nelore Qualitas. O investimento neste serviço é tratado diretamente com a Progênie.

Desta forma o Programa Nelore Qualitas utiliza todas as ferramentas de seleção disponíveis para buscar o máximo ganho genético nos rebanhos envolvidos no programa.

 

Eficiência Alimentar

Selecionando para Eficiência Alimentar

No dia 20 de agosto de 2010, foi dado um passo importantíssimo no melhoramento genético da raça Nelore no Brasil. Foi inaugurado o Centro de Avaliação de Eficiência Nelore Qualitas – UFG em Goiânia(GO). A iniciativa foi fruto da parceria firmada entre a Qualitas Melhoramento Genético, a Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás – UFG e os produtores participantes do Programa Nelore Qualitas. O projeto consiste em medir o consumo alimentar individual e o ganho de peso, para identificar os animais mais eficientes no aproveitamento dos alimentos.

O primeiro experimento reuniu 120 touros com os maiores valores genéticos da safra 2008 do programa e teve como objetivo identificar reprodutores com maior potencial de produção de carne e menor ingestão de alimentos, significando economia direta no bolso do pecuarista. Esses animais receberam dieta controlada e foram pesados e analisados a cada 21 dias para acompanhamento do crescimento. Com idade média de 22 meses, os animais foram avaliados durante 90 dias.

Os 15 melhores touros após este primeiro teste foram enviados para coleta de sêmen. Que foi distribuído nas fazendas dos parceiros do programa para avaliar o desempenho da progênie destes reprodutores. Como a Eficiência Alimentar é uma característica de alta herdabilidade, esperamos promover um retorno ainda maior para os pecuaristas que estão selecionando e utilizando esta genética.

 

Para 2016 tivemos uma nova conquista para o sistema de seleção do Programa Nelore Qualitas – Iniciamos uma parceria com a UNESP de Botucatu – SP. O Prof. Dr. Josineudson Augusto II, que já é um dos responsáveis pelas avaliações genéticas do Programa Nelore Qualitas, que viabilizou e será responsável pelo novo Centro de Avaliação de Eficiência Alimentar do Programa Nelore Qualitas, que foi batizado de CIGNA (Centro de Inovação em Genética e Nutrição). O convênio com a UNESP de Botucatu foi firmado com o Diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o Prof. Dr. José Paes de Almeida Nogueira Pinto e teve o apoio do Prof. Dr. Nenê Silveira, o qual agradecemos por nos ajudar e incentivar esta parceria.

A grande novidade é que a partir de 2016, todo o sistema de avaliação de eficiência alimentar passou a ser automatizado. A Qualitas Melhoramento Genético investiu R$ 262.000,00 para adquirir um sistema completo da empresa Intergado para avaliar 120 animais por teste. Em contrapartida a UNESP construiu os piquetes onde são colocados os animais e é responsável pela condução dos testes. A partir de agora todas as informações de consumo de alimentos e as pesagens dos animais serão automatizadas e acompanhadas em tempo real. Com isso aumentamos a precisão das informações necessárias para identificar os touros mais eficientes e lucrativos produzidos no Programa Nelore Qualitas.

Os dados coletados foram analisados no Programa de Melhoramento Nelore Qualitas e os resultados irão gerar teses de pós-graduação e publicações científicas.

CEIP

O Programa Nelore Qualitas tem o respaldo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por intermédio da certificação CEIP – Certificado Especial de Identificação e Produção.  O reconhecimento, pelo MAPA, foi em 2002 do qual recebeu a autorização para emissão do CEIP para até 20% de sua safra de produção de machos e fêmeas a cada ano. O CEIP legitima os animais mais destacados que foram acompanhados e qualificados pelo Programa Nelore Qualitas. Isso é muito importante quando se quer a garantia de qualidade dos animais.

Portarias que institui o Certificado Especial de Identificação e Produção – CEIP:
Portaria 22         –             Portaria 267

Cronograma de Mensurações

Este roteiro tem como objetivo retratar as práticas e atividades adotadas pelo Programa Nelore Qualitas, que tem como objetivo promover a melhoria genética do rebanho Nelore, por meio da seleção das matrizes e touros, avaliação das progênies e seleção dos melhores animais.

Formação de lotes

Lote é um grupo de animais criados em um mesmo ambiente e submetidos aos mesmos manejos, o ideal são lotes de até no máximo 150 animais.

A formação de lotes é vital para o funcionamento do Programa Nelore Qualitas, pois evita que animais criados em ambientes distintos sejam comparados diretamente.

Na divisão de lotes sempre separar os animais por mês de nascimento evitando que animais com idades muito diferentes sejam comparados.

Pesagens

Nascimento – Os animais devem ser pesados nas primeiras 14 horas após o nascimento. No caso da pesagem fora deste período não informar a pesagem como peso ao nascimento.

Desmama – Os animais devem ser pesados entre 7 e 8 meses de idade, sendo ideal o mês em que o bezerro completa 7 meses.

É obrigatório jejum de 12 a 14 horas antes da pesagem.

Sobreano – Nesse manejo será realizada a medida de circunferência escrotal (CE) e pesar todos os animais – machos e fêmeas. As pesagens de sobreano devem ser realizadas na segunda quinzena dos meses de novembro e fevereiro.

É obrigatório jejum de 12 a 14 horas antes da pesagem.

Para facilitar o entendimento do cronograma das pesagens montamos um calendário para orientação dos procedimentos.

Cronograma de Pesagem_Mensurações_Qualitas

Avaliação Funcional

Será realizada, entre janeiro e março, pela equipe da Qualitas Melhoramento Genético, a avaliação visual de todos os animais da safra a ser avaliada.

Os resultados desta avaliação serão utilizados na avaliação genética, de características de tipo e para o correto acasalamento das novilhas.

Rotinas

Todas as atividades executadas no Programa Nelore Qualitas são registradas periodicamente em software específico.

Banco de Dados

Os dados devem ser enviados para Qualitas Melhoramento Genético em forma magnética duas vezes ao ano:

  • 30 de Julho – com os dados dos animais desmamados até a data;
  • Até dia 30 de março – com os dados completos da safra a ser analisada.

Avaliação funcional

A Avaliação funcional dos animais identifica características externas do animal que estão correlacionadas com a sua fisiologia e produtividade, no Programa Nelore Qualitas ela é usada de forma complementar às características de produção.

 

Para que o parto do bezerro seja facilitado é importante que a vaca tenha a garupa ligeiramente inclinada. Vacas com garupas planas apresentam uma conformação da pélvis que diminui o que chamamos de “canal do parto”, dificultando o nascimento do bezerro. A avaliação leva em consideração esta inclinação. São dadas notas de 1 a 5. A nota 1 significa garupa excessivamente inclinada e 5 garupa plana. O ideal é o animal que apresenta nota 3.

Animais com problemas de aprumos irão apresentar dificuldades de locomoção e, no caso de touros, podem comprometer a reprodução, impedindo que ele efetue o salto durante cobertura das vacas. Os aprumos são avaliados lateralmente, frontalmente e por trás do animal em movimento. As notas vão de 1 a 5. Aprumos extremamente angulosos (parece que o animal está sentado sobre os membros posteriores) recebem nota 1 e a nota 5 é dada para aprumos retos (chamado “perna de frango”). O aprumo ideal recebe nota 3.

A boca de um bovino que se alimenta de capim é extremamente importante. É a “colhedeira” de alimento do animal. As notas para boca vão de 1 a 5 e quanto mais larga a boca maior a nota e melhor.

Os cascos são a base de sustentação e locomoção do bovino. Qualquer machucado ou defeito irá comprometer o seu desempenho e a própria sobrevivência. No Qualitas os animais que apresentam qualquer problema de casco, principalmente cascos compridos são descartados.

Outro desvio ósseo comum é o desvio de chanfro ou “cara torta”. Mesmo que, às vezes, não possamos comprovar se o desvio de chanfro no animal foi decorrente de acidente (exemplo: “porteirada” na cara), ou é um defeito genético, preferimos descartá-lo.

Já dissemos que o Nelore só conquistou o território brasileiro por causa de suas características de adaptação aos trópicos. A pele escura, os pelos brancos e a resistência a carrapatos são os pontos fortes do Nelore. Além disso, a espessura do couro dos animais também é muito importante. Animais de couro grosso apresentam uma maior vascularização na pele e um número maior de glândulas sudoríparas. A pele também funciona como uma barreira mecânica contra bernes e bicheiras. No Nelore verifica-se uma grande variação na espessura do couro dos animais. Por isso, estamos medindo a espessura do couro utilizando um paquímetro. Ela é verificada logo atrás do cupim, na região mediana do tórax do animal, onde é mais fácil efetuá-la. Puxando a pele do animal, verificamos a espessura do que chamamos “couro duplo” com o paquímetro. Assim identificamos os animais que apresentam couro mais grosso e, portanto, mais adaptados.

Essa é uma palavra inglesa (diz-se “fraime”). É uma referência à altura do animal. Tanto animais muito baixos como muito altos são indesejáveis. Animais muito baixos não irão alcançar o peso ideal de abate e os animais muito altos geralmente são tardios, tanto do ponto de vista reprodutivo, como de acabamento de gordura. Também apresentam um pior rendimento de carcaça. As notas vão de 1 a 5. Os animais nota 1 são muito pequenos e os de nota 5, muito altos. A nota 3 indica altura ideal.

Quando avaliamos o animal visualmente, verificamos se ele não apresenta nenhum defeito na sua coluna vertebral, que é o eixo de sustentação do tórax e do abdômen. Animais “selados” (que apresentam escoliose) ou com algum desvio na coluna são descartados.

Para a produção de carne, quanto maior for o desenvolvimento muscular melhor será o rendimento da carcaça. Para avaliação da musculosidade são verificados dois pontos no animal nos quais não corremos o risco de confundir músculo com gordura. O primeiro é o perímetro do antebraço. Quanto maior for esse perímetro e mais desenvolvidos forem os músculos dessa região, maior será a quantidade de músculo na carcaça. O segundo ponto é o músculo do “patinho” no membro posterior do animal. Quanto mais destacado e proeminente ele for, melhor a musculosidade. As notas vão de 1 a 6 e quanto maior a nota, melhor.

A espessura dos ossos é importante para garantir que o animal tenha capacidade de suportar o seu peso sem afetar a sua locomoção. Entretanto, animais com ossatura muito grossa se desgastam mais e não conseguem acompanhar o rebanho, principalmente touros em estação de monta. As notas vão de 1 a 5. Animais nota 1 apresentam ossatura muito fina e animais nota 5, ossatura grossa. A nota ideal para ossatura é 3.

A pigmentação escura do Nelore fez com que ele se adaptasse muito bem ao clima brasileiro. A composição pêlos brancos + pele escura é a mais eficiente para equilíbrio térmico dos animais. Por isso devemos selecionar animais bem pigmentados (de pele escura) e evitar animais despigmentados (áreas com pele rósea). As notas vão de 1 a 4. Nota 1 para despigmentação muito grande (descartados), nota 2 para despigmentação em regiões baixas do corpo, nota 3 para boa pigmentação, mas sem as extremidades pretas (vulva nas fêmeas e testículos nos machos) e nota 4 para animais muito bem pigmentados, com vulva ou testículos pretos.

Quem produz carne a pasto deve buscar animais com costelas compridas e bem arqueadas. Isso indica que o animal tem uma boa usina para processamento do capim. As notas de profundidade vão de 1 a 5 e quanto maior a nota

O equilíbrio hormonal é fundamental para que as funções reprodutivas ocorram normalmente. Qualquer desequilíbrio é traduzido em alterações na conformação, do animal, e é este princípio que aplicamos na avaliação visual para reprodução. A fêmea fértil apresenta cabeça mais delicada, não apresenta musculatura extremamente desenvolvida e os genitais externos (a vulva) são bem desenvolvidos. Animais com o músculo da maçã do peito bem desenvolvido, acúmulos de gordura nas pontas da anca, comportamento agressivo demonstram sinais de subfertilidade. O touro deve apresentar cabeça bem desenvolvida e masculina. Pelos escuros e grossos no pescoço e no cupim são desejáveis. A musculatura deve ser bem desenvolvida e não deve haver acúmulo homogêneo de gordura na carcaça. As notas vão de 1 a 6 e quanto maior a nota melhor. Ressaltamos que a fertilidade realmente se comprova quando vacas produzem um bezerro por ano e, touros são aprovados anualmente nos exames andrológicos. E o interessante é que os sinais de subfertilidade que procuramos na avaliação visual raramente serão encontrados nos animais que cumprem a sua função reprodutiva.

Sabemos atualmente que grande parte do comportamento agressivo demonstrado pelo bovino, quando em contato com o homem, é resultado de erros do próprio homem frente ao animal. O bovino é um animal de fuga e só se torna agressivo quando se sente ameaçado. Por isso, quando nos referimos ao temperamento, na verdade estamos avaliando o medo que o animal tem do ser humano e não necessariamente de agressividade. Esse medo entre os animais é herdável. Animais mais “mansos” (menos medrosos) geralmente apresentam um desempenho melhor por que sofrem menos estresse. As notas vão de 1 a 5 e quanto maior a nota, mais manso é o animal.

Além da medida do perímetro escrotal e da avaliação visual para reprodução, os touros ainda são avaliados em relação ao posicionamento dos testículos na bolsa escrotal. Segundo observações feitas na África do Sul por Danie Bosman, verificou-se que as filhas de touros que apresentavam testículos que não estavam posicionados paralelamente e com as pontas dos epidídimos na mesma posição eram mais rapidamente descartadas do rebanho por estarem vazias ao final da estação de monta. Segundo ele, qualquer desvio no padrão normal dos testículos é um defeito genético e deve ser evitado. No Qualitas classificamos os animais com notas de 1 a 3. Nota 1 para animais com torção testicular maior que 45º, nota 2 para torção testicular menor que 450 e nota 3 para animais com testículos bem posicionados ou normais.

O leite é a principalmente fonte de alimento do bezerro até os 4 primeiros meses de sua vida. Quanto maior for a produção de leite da vaca durante este período, melhor será o peso do bezerro na desmama. A avaliação do úbere das fêmeas é feita com a visualização do animal por trás. Verificamos o desenvolvimento dos tetos e se o animal apresenta bastante couro “sobrando” no úbere. As notas vão de 1 a 4, quanto maior a nota, melhor.

O comprimento do umbigo é importante quando nos referimos aos touros. Grande parte das pastagens do Brasil é de porte médio a alto. Também são encontrados tocos e outras plantas. Nessas condições, touros com umbigo comprido têm maiores chances de sofrer alguma machucadura no prepúcio e inviabilizar o touro para reprodução. Já animais com umbigo muito curto geralmente apresentam uma menor quantidade de couro e geralmente apresentam desenvolvimento inferior. As notas vão de 1 a 5. A nota 1 é dada para umbigo muito curto e nota 5 para umbigo muito comprido. A nota 3 é ideal.

Sistema de Seleção

O Programa Nelore Qualitas é um programa de melhora­mento genético específico para produção de carne nas regiões tropicais. Nosso objetivo é selecionar, por meio de técnicas modernas e científicas, os animais que serão potencialmente os melhores reprodutores e matrizes para o reba­nho, utilizando eficientemente os recursos com o máximo de ganho.

Método de Avaliação

Para ser qualificado no programa o animal deve ter seu histórico acompanhado desde o nascimento. Depois segue a verificação do peso a desmama, o perímetro escrotal e peso aos 15 meses. Isso gerará as avaliações genéticas e estabelecerá um ranking dos animais. Eles têm que ser aprovados em duas Avaliações Visuais de Adequação (AVA) ou características funcionais: uma aos 15 meses, antes das avalia­ções genéticas e outra aos 18 meses no momento de aprovação final da certificação.

 

Índice de Qualidade

Para a seleção e classificação dos animais é estabelecido um índice genético, o Índice Qualitas, que tem 60% do seu peso diretamente sobre características de alta importância para quem produz carne a campo – ganho pós desmama e musculosidade. E 40% do seu peso em características importantes para a produção de matrizes – Peso de desmama e Perímetro Escrotal (relacionado a precocidade sexual das fêmeas). aCom esse índice os animais são novamente verificados visualmente, aos 18 meses, para serem aprovados e certificados. Touros com melhores índices são selecionados para teste de eficiência alimentar.
No final, somente os 10 melhores reprodutores são escolhidos para o teste de progênie, garantindo, assim, o avanço genético do rebanho. Ponderação do Índice: 20% Peso desmama + 40% Ganho pós desmama + 20% Perímetro Escrotal + 20% Musculosidade.

Boi Gordo | R$/@

10/12/2018 | Scot Consultoria
Região À vista 30 dias
Barretos/SP 149,50 150,50
Araçatuba/SP 149,50 150,50
Triângulo/MG 144,00 147,00
B.Horizonte/MG 148,00 149,50
Norte/MG 146,00 148,00
Sul/MG 143,00 145,00
Goiânia/GO 138,50 140,50
Reg. Sul/GO 138,50 140,50
Dourados/MS 145,00 147,00
C. Grande/MS 143,50 145,50
Três Lagoas/MS 143,00 145,00
Oeste (kg)/RS 4,90 5,00
Pelotas (kg)/RS 4,90 5,00
Sul/BA 148,50 150,50
Oeste/BA 148,50 150,50
Norte/MT 130,00 134,00
Sudoeste/MT 134,00 135,00
Cuiabá**/MT 134,50 136,50
Sudeste/MT 134,00 136,50
Noroeste/PR 151,50 152,50
Oeste***/SC 147,00 148,50
Oeste/MA 137,50 139,50
Alagoas 157,00 160,00
Marabá/PA 133,50 135,50
Redenção/PA 131,00 133,00
Paragominas/PA 138,00 140,00
Sudeste/RO 135,00 137,00
Sul/TO 136,00 138,00
Norte/TO 135,00 137,00
Acre 124,50 128,00
ES 145,00 148,00
RJ 146,00 148,00

TV Scot

Dezembro deve ser mais um mês de queda para o produtor de leite

11/12/2018 | Scot Consultoria
Para o pagamento que será realizado em dezembro, referente a produção de novembro, 72% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em queda no preço do leite, 25% falam em manutenção e os 3% restante estimam altas de preços do leite ao produtor, frente ao pagamento anterior.  A expectativa é de que o pico de produção no Brasil Central e região Sudeste aconteça em dezembro.  
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