Exportações de carne bovina in natura devem subir 30% em maio

Os cortes bovinos desossados subiram, em média, 0,3% no acumulado dos últimos sete dias, informa a Scot Consultoria. Frente ao ano passado, as cotações estão 7,5% maiores. Já no mercado externo, o cenário é mais positivo. Até a segunda semana de maio, foram embarcadas 6,8 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 30% superior ao que foi exportado em abril, sendo o maior volume embarcado desde setembro de 2018.

Exportações de carne bovina sobem 11,7% no primeiro quadrimestre do ano

Boa parte dessa alta foi puxada pelo desempenho das exportações na categoria carne in natura, que tiveram o melhor resultado para um mês de abril desde 1997, quando foi iniciada a série histórica. Em abril de 2019, as exportações dessa categoria somaram 109,8 mil toneladas, alta de 56,7% em relação ao mesmo mês de 2018.

O resultado do mês de abril também foi positivo, fechando com um volume de 132.855 toneladas e faturamento de US$ 502,1 milhões, alta de 53,5% e 43,3%, respectivamente, comparado ao mesmo período do ano passado. “Os resultados mostram a qualidade e competitividade da carne brasileira, que tem a confiança dos principais mercados compradores”, ressalta o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

Em relação aos principais destinos da carne bovina brasileira no acumulado de janeiro a abril de 2019, os destaques são os crescimentos nos volumes embarcados para a Rússia (+1.335,61%), EAU (+349,76%) e Irã (+47,58%).

Fonte: Abiec.

Frigoríficos escalados e estocados para atender demanda do dia das mães

Boa parte das indústrias frigoríficas está com os estoques cheios e com as escalas completas para atender o dia das mães. Diante de cenário, muitos frigoríficos já reduziram as compras de animais e isso contribuiu para pressionar as cotações.

Após o pico nas cotações de R$ 160,00/@ no estado de São Paulo, o mercado deu uma esfriada com os pecuaristas querendo negociar e as indústrias retraídas. “Nós estamos vendo que as escalas para a próxima semana também estão confortáveis e não existe competição por matéria prima que alimente uma escalada de preços como observamos na semana anterior”, aponta o Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho.

Até o momento, os frigoríficos estão ofertando preços ao redor de R$ 157,00/@ a 158,00/@. “Isso vai depender da qualidade do animal, distância desse animal e para qual nicho o boi será destinado. Para quem exporta para a China é um negócio que a indústria consegue pagar um pouco melhor”, afirma.

Com relação à demanda, Coelho salienta que não tem tantos espaços para alteração. “Nós temos uma expectativa de melhora ligeira para esses dias e o varejo deve procurar produto para se abastecer. Por outro lado, podemos ter uma mudança de cenário na oferta de animais”, diz.

A tendência é que a queda nas temperaturas no final de maio não contribua para a retenção de animais nos pastos. “Se isso se confirmar, vamos ter uma melhora na oferta se o pecuarista decidir por negociar o boi ou se vai arcar com os custos da suplementação da alimentação do gado”, pontua.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

MT: custo da cria sobe 6,6% no primeiro trimestre

Os custos operacionais de produção da atividade de cria no Mato Grosso subiram 6,57% no 1º trimestre de 2019, na comparação com o 4º trimestre de 2018, para R$ 121,84/@, segundo informa nesta terça-feira o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Devido ao aumento nos preços do tourinho e na suplementação no 1° trimestre e 2019, o custo operacional na cria de bezerros obteve o maior reajuste no geral”, relata o instituto, ao comparar essa atividade com os outros modelos de produção da pecuária.

Segundo o Imea, o custo operacional na recria/engorda atingiu R$ 129,97/@ nos primeiros três meses deste ano, valor praticamente estável (alta de 0,09%) em relação ao 4º trimestre do ano passado.

Por sua vez, o custo da atividade de ciclo completo atingiu R$ 114,29/@ no 1º trimestre deste ano, com retração de 3,72% sobre o valor registrado no trimestre imediatamente anterior.

“Na recria/engorda, apesar de o custo operacional ter subido apenas 0,09%, os preços na reposição estão mais altos. Além disso, o dólar também apresentou elevações no período, devido às indecisões na política nacional, e assim, afetou os preços de alguns insumos”, justifica o Imea.

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Quer ganhar dinheiro com boi? Parte 2

Continuaremos com o exemplo dos quatro bois da Faz. Mata Verde apresentando, inicialmente, como foi ganho de peso destes animais desde a desmama até o dia 05 de fevereiro de 2019 (Gráfico 1).

Os quatro nasceram no mesmo pasto em outubro/novembro de 2017.  Suas mães nasceram todas em 2011. Após a desmama, em maio de 2018, foram enviados para outra fazenda do grupo e continuaram juntos.

De junho a setembro permaneceram em pasto de Brachiaria ruziziensis após a colheita de soja (ILP), em um lote “ÚNICO COM CERCA DE 600 BEZERROS” em pastejo rotacionado de três pastos, totalizando 250 ha. Receberam suplemento elaborado pela Fortuna Nutrição Animal para consumo de 0,2% do peso vivo.

Em outubro foram transferidos para pastos de Brachiaria brizantha cv Marandu com suplemento elaborado pela Fortuna, para consumo de 0,3% do peso vivo. Percebam a queda violenta no ganho de peso dos animais ocasionada pelas mudanças, tanto de ambiente quanto de tipo de pastagem. Mas atentem  para a recuperação do ganho de peso logo em seguida, no mês de novembro.

De dezembro a fevereiro os animais ficaram em pastos de Brachiaria brizantha cv Marandu. De dezembro até o dia 21 de janeiro de 2019 receberam suplemento, para consumo de 0,4% do peso vivo. A partir do dia 22 de janeiro receberam suplemento para consumo de 0,8% do peso vivo, também elaborado pela Fortuna.


O Gráfico 1 é fundamental para conseguirmos calcular qual está sendo o custo por arroba produzida em cada período entre as pesagens e, em nossa opinião, quanto mais pesagens forem feitas nos animais, mais você tem o seu negócio na mão, pois, você terá informações cruciais para verificar se a sua estratégia de engorda está acontecendo conforme o planejado e terá tempo para ações corretivas se forem necessárias.

O Gráfico 1 também mostra que levar os animais para serem pesados mensalmente não faz os animais perderem peso. Isso é desculpa de quem não quer gerenciar o seu negócio. Lembre-se que não estamos falando de apenas quatro animais, mas de 600 pesados mensalmente. No caso da Mata Verde, isso é fundamental para avaliar os custos e, principalmente, qual a necessidade de desempenho mensal para atingir o alvo que é 20@ aos 20 meses de idade, no dia 30 de junho de 2019. Para enxergarmos se esta engorda está sendo eficiente temos que conhecer o custo mensal por cabeça e, no caso da Mata Verde, da desmama até o dia 05 de fevereiro, os valores foram os seguintes:

Suplementos (somente os valores dos ingredientes) R$ 0,67/dia = R$ 20,37 por mês

Todos os outros desembolsos (incluindo produção e distribuição dos suplementos) R$ 0,792 por dia = R$ 24,09 por mês

Desembolso total de R$ 44,46 por cabeça, por mês.

Tendo o ganho de peso e os custos, conseguimos apresentar o custo por arroba no Gráfico 2.

Agora conseguimos enxergar o quanto é importante e impactante o ganho de peso individual no custo de produção e, consequentemente, na lucratividade da engorda de um boi.

Como todos os animas foram submetidos aos mesmos custos o Gráfico 2 já está considerando as diferenças de consumo de suplemento de acordo com as diferenças de peso entre os animais. Isso quer dizer que para o animal A que é mais leve que os outros animais, foi considerado um menor consumo de suplemento, respeitando sempre o percentual do peso vivo. Por exemplo: o animal A que pesou 220 Kg em 06 de julho e 239 em 01 de agosto de 2018 consumiu menos suplemento que o animal B que pesou 215 e 268 nos mesmas datas, respectivamente, pois foi considerado o peso médio entre as pesagens multiplicado pelo percentual do peso vivo da suplementação que, neste período, foi de 0,2%. Alertamos que isso é uma estimativa para viabilizar a comparação entre os animais pois nada nos garante que ele realmente consumiu menos suplemento que os animais apenas por ser mais leve! É por isso que é importante selecionar para Eficiência Alimentar, pois queremos identificar os animais que consomem menos suplemento para ter um ganho de peso superior.

O Gráfico 2 mostra o quanto o custo por arroba é sensível ao ganho de peso e que com os custos apresentados podemos visualizar o seguinte:

Um animal com 300 Kg em 5 de fevereiro de 2019 que nasceu no dia 13 de setembro de 2017, descontando 30 kg de peso ao nascimento ganhou 0,529 Kg por dia neste período. Custou R$ 966,21 até os 7 meses e mais R$ 396,27 = R$ 1.362,48. Em 05 de fevereiro se esse animal fosse vendido por R$ 135,00 por arroba o resultado seria “NULO”. Trabalhou-se para “EMPATAR”. E se considerarmos o custo do capital mais a inflação, o resultado real é de “PREJUÍZO”. Você se lembra do Boi Mau? Pois bem, é esse e todos aqueles abaixo de 300 Kg. O Boi Feio é representado pelo garrote A dos gráficos, que dá um lucrinho de nada. Já os bois B, C e D representam o Boi Bom, que vale a pena engordar.

Para concluir, apresentamos os 4 garrotes no Gráfico 4 sob a perspectiva de custos e receitas. E aí fica claro uma máxima que os pecuaristas já sabem: TRATAR DE BOI RUIM DÁ O MESMO TRABALHO QUE TRATAR DE BOI BOM.


A diferença de custo entre o garrote A e o garrote D foi de apenas R$ 59,96 ou 4,23% do nascimento até os 16 meses, já a diferença de receita vendendo os garrotes por R$ 135,00 por arroba foi de R$ 508,50 ou 31,47%.

E se considerarmos o lucro, o garrote D proporcionou R$ 448,54 ou 324% a mais de lucro que o garrote A.

Agora fica claro que o ganho de peso individual é a característica mais impactante no lucro da engorda de um boi.

E que também podemos mudar para o seguinte ditado: TRATAR DE BOI RUIM CUSTA O MESMO QUE TRATAR DE BOI BOM E NÃO VALE A PENA, MAS, TRATAR DE BOI BOM É MUITO LUCRATIVO.

E qual é a diferença entre os garrotes A e D? A GENÉTICA!

E aí, vai continuar tratando de Bois Feios e Maus?

Novamente, muito obrigado e parabéns à Faz. Mata Verde. Vocês são feras! Ah, e em julho apresentaremos quanto a Mata Verde ganhou de dinheiro engordando os seus bois. Mas, para título de informação, todos os machos da fazenda apresentaram de fevereiro a março deste ano, um ganho de peso de 0,934 Kg/dia e de março até o dia 04 de abril 1,022 Kg/dia e estão hoje com 444 Kg consumindo o mesmo suplemento de 0,8% do peso vivo.

Grande abraço e inté!


3 vezes mais @ ⁄ha, dobra a lucratividade pecuária inteligente (Vídeo)

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Quantidade embarcada no 1º tri é a 2º maior; receita em Reais é record

De janeiro a março de 2019, o Brasil exportou 336,4 mil toneladas de carne bovina in natura, 5,44% a mais do que em 2018 e apenas 3,69% a menos do que o registrado em 2007, segundo dados da Secex. Quanto à receita em moeda nacional, somou R$ 4,74 bilhões no período, sendo a maior da história e 12,4% superior à do mesmo intervalo do ano passado. Quanto ao boi gordo, os preços subiram em março.

Segundo colaboradores do Cepea, a valorizações esteve atrelada à menor oferta de animais prontos para abate e também à demanda firme por parte de frigoríficos. No acumulado do mês passado, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 teve alta de 4,56%, fechando a R$ 157,05.

A média do Indicador em março, de R$ 157,45, foi a maior, em termos nominais, desde julho de 2016, quando foi de R$ 155,59. Já em termos reais, ou seja, considerando-se os efeitos da inflação, a média de março é a maior desde janeiro de 2019, quando foi de R$ 154,13 (valores foram deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/19.

Fonte: Cepea .

Oferta reduzida e firmeza nas cotações do boi gordo

Os pastos com maior qualidade e capacidade de suporte, devido aos melhores volumes de chuvas nos últimos dois meses, e as altas no mercado de reposição, que causam piora na relação de troca para o invernista, estimulam a estratégia de retenção do boi gordo.

Do início do mês até aqui, na média de todas as 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações para a arroba do boi gordo, considerando os pagamentos a prazo, subiram 0,9%, mesmo março sendo um mês em quesazonalmente há maior oferta, devido ao descarte de matrizes.

Esse cenário de oferta restrita não deve ter grandes mudanças no curto prazo, já a demanda pode melhorar com a expectativa de maior escoamento da carne na virada do mês. Fatores estes que podem manter a firmeza do mercado nos próximos dias. 

Breno de Lima

Zootecnista

Scot Consultoria

Mercado do boi gordo firme.

Importação de animais e de material genético no Mercosul tem novas regras

As cinco instruções normativas (34, 35, 36, 37 e 38) foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (01), e trazem as exigências zoosanitárias a serem cumpridas pelos países do Bloco (Argentina, Paraguai, Uruguai) e associados. Os benefícios são proporcionar maior segurança sanitária e a facilitação do comércio.

O Brasil é protagonista no comércio internacional de genética bovina, tanto na produção mundial de embriões bovinos “in vivo” quanto “in vitro (PIVE). No Mercosul, os requisitos zoossanitários protegiam apenas a importação de embriões bovinos in vitro.

A partir de agora, estão ambos (in vivo e in vitro) protegidos, com o Brasil se beneficiando dessa atualização, já que é o maior produtor mundial e de referência no uso de PIVE em bovinos.

Fonte: Mapa, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Quer ganhar dinheiro com boi?

Leonardo Nishimoto Souza e equipe Qualitas Melhoramento Genético

Nilson Michels e equipe da Faz.

Mata Verde Josinaldo Zanotti – Geagro/Inttegra

Rafael Almodovar – Fortuna Nutrição Animal

Tem gente que enche os olhos ao olhar um uma garrotada dessas. Confesso que eu também. Principalmente por ter certeza que ela está sendo muito bem tratada. Pasto excelente com suplementação de qualidade.

Um jeito mais objetivo de olhar essa garrotada segue no gráfico abaixo:

Os quatro nasceram no mesmo pasto em outubro/novembro de 2017.

Suas mães nasceram todas em 2011. Após a desmama, em maio de 2018, foram enviados para outra fazenda do grupo e continuaram juntos.

De junho a setembro permaneceram em pasto de Brachiaria ruziziensis após a colheita de soja (ILP), com suplemento elaborado pela Fortuna Nutrição Animal para consumo de 0,2% do peso vivo.

De outubro a novembro foram transferidos para pastos de Brachiaria brizantha cv Marandu com suplemento elaborado pela Fortuna, para consumo de 0,3% do peso vivo.

De dezembro a fevereiro ficaram em pastos de Brachiaria brizantha cv Marandu. De dezembro até o dia 21 de janeiro de 2019 receberam suplemento elaborado pela Fortuna para consumo de 0,4% do peso vivo. A partir do dia 22 de janeiro receberam suplemento para consumo de 0,8% do peso vivo.

Com as informações do gráfico e o que foi descrito acima confirmamos que, nas mesmas condições desde o nascimento, os quatro garrotes apresentaram desempenhos distintos.

O animal C ganhou 0,789 Kg/dia da desmama até 05 de fevereiro.
O animal B ganhou 0,722 Kg/dia O animal A ganhou 0,677 Kg/dia
O animal D ganhou 1,000 Kg/dia – ESPETÁCULO!!! Eu ainda não havia visto um animal com essa idade apresentar essa performance à pasto com o nível de suplementação adotado. Parabéns Mata Verde!

Animais como esse é que são aprovados como Touros no Qualitas. Os melhores precisam ser multiplicados. Realmente apenas os melhores!

Essas informações imprescindíveis deveriam ser coletadas por todos os pecuaristas. Só assim é possível enxergar o que realmente importa: ganho de peso mensal. Não foram pesados só os quatro garrotes, mas toda a safra da fazenda, quase 600 machos divididos em 9 lotes. É grande o trabalho que o Nilson e a equipe da Mata Verde fazem para conhecer profundamente o seu negócio. E você também deveria fazer. Parabéns e obrigado Mata Verde pelas informações.

Entretanto, a foto só fica completa para quem quer ganhar dinheiro com pecuária se tivermos os custos para fazer aqueles 4 garrotes atingirem os pesos demonstrados no primeiro gráfico.

A Faz. Mata Verde é assessorada pela Geagro, empresa do Josinaldo Zanotti que é franqueada da Inttegra do Antônio Chaker, ou seja, gente que realmente conhece de gestão na agropecuária. Saber os custos mês a mês de uma fazenda é fundamental para uma gestão ativa, focada no lucro.

A eficácia da engorda depende de três fatores: quanto você gasta para manter o animal na fazenda, quanto esse animal ganha de peso por dia e por qual valor você venderia aquele animal em qualquer momento do período de recria e engorda. Com essas três informações é possível calcular o lucro, ou prejuízo, entre duas pesagens.

 Isso é apresentado no gráfico abaixo, que mostra o que os pecuaristas realmente precisam enxergar em seus negócios se o objetivo for ganhar dinheiro com a pecuária.

A pecuária é uma atividade que necessita mudar a maneira de enxergar o boi. Do ponto de vista de negócio, o boi é uma máquina que converte o que lhe é fornecido em carcaça, para ser bem objetivo.

Neste negócio o pecuarista injeta capital e trabalho para que o boi ganhe peso para se transformar em uma carcaça que será remunerada por um valor pré-acordado com o frigorífico.

Atualmente, está muito fácil perder dinheiro com pecuária. 30% das fazendas estudadas pelo Inttegra deram prejuízo na última safra. Com tamanho risco, é imprescindível ter informações que ajudem nas decisões para minimizar o prejuízo. O gráfico acima contém justamente as informações que importam.

O desembolso para se produzir um bezerro na Mata Verde foi de R$ 966,21, como representado no gráfico. Os garrotes A, B e D, apresentaram prejuízo considerando o preço de venda de R$ 135,00, pois a receita considerando este preço não foi suficiente para cobrir os custos das @ produzidas por estes bezerros. Somente o garrote C apresentou lucro de R$ 54,79 por ter sido desmamado com 224 Kg.

Outra fase importante que resultou em prejuízo, foi na mudança do pasto de integração lavoura pecuária para o pasto de sequeiro de Brachiaria brizantha cv Marandu, quando o desempenho caiu, aumentando o custo acima do R$ 135,00 por @.

Essa conta acima é o que todo pecuarista que trabalha com recria / engorda deveria iniciar na fazenda, no momento da compra do bezerro.

Supondo que ele tivesse comprado um bezerro de 7@ por R$ 1.300,00, o valor da @ ficaria em R$ 185,71. Se o preço previsto de venda é de é R$ 135,00 então o prejuízo na compra já é de R$ 1,300,00 – (135,00 x 7@ = R$ 945,00) = R$ 355,00 no início da jornada da engorda. Esse prejuízo só pode ser recuperado por meio de uma engorda eficiente que esteja abaixo do preço de venda.

Se utilizássemos o desempenho do garrote A e ele tivesse sido comprado com um prejuízo inicial de R$ 335,00 o lucro no final de fevereiro seria de R$ 26,01.

O que você faria nessa hora?

 Como as pesagens realizadas mostraram que o ganho de peso médio de novembro a fevereiro (período mais favorável de pastos) foi de 0,700 gramas por dia, seria prudente projetar esse mesmo desempenho até o final de junho de 2019 para saber com que peso ele estaria se estivesse recebendo uma suplementação de 0,8% do peso vivo, conforme está sendo adotado pela Faz. Mata Verde.

Nesta situação, este boi atingiria 457 Kg no dia 30 de junho, ou 16,9 @ (considerando 55,5% de rendimento de carcaça – fato que se repete a 4 anos na Faz. Mata Verde).

Isso resultaria em um lucro de R$ 83,40 neste boi. Se, ao invés de engordá-lo, o pecuarista vendesse esse garrote em fevereiro por R$ 153,50 por @, ele teria um lucro igual aos R$ 83,40.

Mas, e aí o que você faria? Vale a pena gastar e trabalhar por um “lucrinho desse”?

É por isso que precisamos mudar o jeito de enxergar o gado. Estamos perdidos iguais a “cego em tiroteio”, mas a Mata Verde não. Vá até lá e conheça o Nilson: 66-99974-5738. Ele terá o maior prazer em trocar um dedo de prosa com você. No próximo texto tentaremos enxergar um pouco melhor o boi que dá lucro.

Grande abraço e inté!

Boi Gordo | R$/@

16/08/2019 | Scot Consultoria
Região À vista 30 dias
Barretos/SP 153,50 155,50
Araçatuba/SP 153,50 155,50
Triângulo/MG 148,50 150,50
B.Horizonte/MG 148,50 150,50
Norte/MG 150,00 152,00
Sul/MG 145,50 147,50
Goiânia/GO 140,00 142,00
Reg. Sul/GO 140,50 142,50
Dourados/MS 144,00 146,00
C. Grande/MS 144,00 146,00
Três Lagoas/MS 142,00 144,00
Oeste (kg)/RS 5,15 5,25
Pelotas (kg)/RS 5,15 5,25
Sul/BA 149,50 152,50
Oeste/BA 152,50 154,50
Norte/MT 136,00 138,00
Sudoeste/MT 139,00 141,00
Cuiabá*/MT 139,00 141,00
Sudeste/MT 138,50 141,50
Noroeste/PR 149,50 151,50
Oeste/SC 147,00 148,50
Oeste/MA 140,00 142,00
Alagoas 164,50 165,50
Marabá/PA 143,00 145,00
Redenção/PA 143,00 145,00
Paragominas/PA 144,50 146,50
Sudeste/RO 139,00 141,00
Sul/TO 143,50 145,50
Norte/TO 145,00 147,00
Acre 128,50 130,50
ES 143,00 145,00
RJ 146,00 148,00

TV Scot

Mercado sem rodeios - Episódio 187 - Comportamento e expectativas do mercado agropecuário em agosto

16/08/2019 | Scot Consultoria
Na primeira quinzena do mês o mercado do boi gordo apresentou alta de preços em 68,8% das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Porém, para a segunda quinzena a expectativa é de que o menor consumo reduza o ímpeto de compra dos frigoríficos. Por outro lado, as exportações estão em bom ritmo, a valorização do dólar frente ao real deve manter os embarques (grãos e carnes) em bons níveis. Para acompanhar este e outros vídeos da Scot Consultoria, acesse o nosso canal no Youtube.
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