Semana Nelore Qualitas 2019 – Equipe Qualitas e Pecuaristas

Parceiros do Nelore Qualitas na Alta Genetics – Uberaba – MG

As centrais de inseminação artificial ABS Pecplan, Alta Genetics, CRV Lagoa, Genex e Seleon apresentaram ao grupo Qualitas os seus melhores touros. Que foram avaliados visualmente para características funcionais de importância econômica pela equipe do Qualitas. Os touros aprovados nestas avaliações fazem parte de uma lista sugerida para utilização de sêmen na Estação de Monta 2019/2020. Gerar esta lista é uma responsabilidade enorme pois, os touros utilizados definirão a produtividade dos rebanhos daqui a pelo menos 3 anos quando os machos estarão sendo comercializados e as fêmeas que emprenharam aos 14 meses estarão parindo os primeiros bezerros. Não há nada mais importante para o progresso genético do rebanho que escolher os touros certos e acasalá-los corretamente com as matrizes.

Parceiros do Nelore Qualitas em visitas às Centrais de Inseminação Artificial.

O grupo também foi recebido por Luciano Borges e sua equipe no Rancho da Matinha, que falou sobre a história da fazenda e de sua experiência com a avaliação de eficiência alimentar desde 2011. Foram verificados um grupo de machos que estavam em fase de adaptação para o início de um teste de eficiência alimentar, bezerras selecionadas para serem expostas à reprodução aos 14 meses de idade, um grupo de primíparas que emprenharam aos 14 meses e várias bezerras que seriam comercializadas no próximo leilão da fazenda.

No dia 5 de setembro as atividades ocorreram em Botucatu. No período da manhã o grupo foi ao CIGNA (Centro de Inovação em Genética e Nutrição) da UNESP verificar os touros que participaram do 10º Teste de Eficiência Alimentar. O Prof. Dr. Josineudson Augusto II, que dirige o Centro apresentou em conjunto com os colaboradores e alunos de graduação e pós-graduação os resultados do Teste que impressionaram pela performance dos animais. Recebendo uma dieta balanceada para atingir 1,500 Kg/dia de ganho de peso, os 116 touros enviados por 20 criadores de vários estados brasileiros, ganharam 2,081 Kg/dia consumindo 10,6 Kg de Matéria Seca por dia, terminando o Teste com 622 Kg aos 23 meses de idade. A dieta foi elaborada pelo Prof. Michel Castilhos da UNESP foi composta de silagem de milho, bagaço de cana, silagem de grão úmido de milho, farelo de amendoim e núcleo Precisão Campo.

Touros no final do Teste de Eficiência Alimentar 2019 – CIGNA UNESP Botucatu-SP

Outro fato importante é que no Teste deste ano foram colocados equipamentos nos touros para medir a quantidade de metano emitida por cada animal. Este experimento faz parte de um projeto temático liderado pela Profa. Dra Lucia Galvão Albuquerque de UNESP de Jaboticabal – SP, que em conjunto com o Prof. Augusto também são responsáveis pelas avaliações genéticas do Qualitas. Um dos objetivos do projeto que terá duração de 5 anos é avaliar como é a emissão de metano de animais que diferem em termos de eficiência alimentar.

Ainda na manhã do dia 5 de setembro os parceiros do Qualitas foram ao Areté Eventos em Botucatu para uma série de palestras.

O Prof. Augusto, apresentou os resultados da avaliação genética para precocidade sexual dos rebanhos do Qualitas. A nova característica avaliada classifica os touros para probabilidade de parto precoce. Foram considerados partos precoces aqueles que ocorreram até os 30 meses de idade das fêmeas. O líder para esta característica é o Qualitas Nero da Agropontieri e estas avaliações estarão presentes no Sumário de Touros Nelore Qualitas 2020.

Émerson Guimarães de Moraes, diretor do Qualitas apresentou os resultados da certificação de machos e fêmeas da safra 2017. 2034 touros e 2330 novilhas receberam o CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção). Apresentou também os resultados da avaliação genética com os dados de desmama da safra 2018.

Maurício Borges da Progênie apresentou o novo sistema de acasalamentos via web, que permite ao pecuarista realizar os próprios acasalamentos definindo inúmeros parâmetros de acordo com os objetivos de seleção que ele considerar importantes para o seu rebanho. A Progênie desde 2001 é a empresa que realiza os acasalamentos dos rebanhos participantes do Qualitas promovendo a maximização do ganho genético, a melhoria das características morfológicas e o controle da endogamia.

Maurício Borges da Progênie palestrando na reunião Nelore Qualitas – Botucatu – SP

Bruno Santos da Abacusbio da Nova Zelândia palestrou sobre utilização de índices bioeconômicos na seleção de bovinos de corte e como a sua empresa tem atuado nesta área contribuindo para a definição de objetivos de criação e índices de seleção para diversos criadores e raças em vários países do mundo.

Bruno Santos da Abacubio da Nova Zelândia palestrando na reunião Nelore Qualitas – Botucatu – SP

Marcos Paulo Curvello Gonçalves da Zoetis, empresa parceira do Qualitas a vários anos e que, entre outros atributos, é responsável pelo protocolo sanitário dos touros participantes do Teste de Eficiência Alimentar palestrou sobre os diferentes tipos de protocolos sanitários recomendados pela empresa para animais em confinamento.

Cláudio Rodrigues da Champion Saúde Animal nova parceira do Qualitas apresentou a história e a proposta da empresa para contribuir com a melhoria da saúde dos rebanhos, oferecendo atendimento diferenciado aos parceiros do programa.

Leonardo Nishimoto Souza, diretor da Qualitas apresentou dados de dois textos que ele escreveu: Quer ganhar dinheiro com boi? Epílogo…Quanto sobrou de dinheiro por boi; e Novilhas de cruzamento industrial são mais gulosas que as Nelore? Em seguida apresentou um protocolo reprodutivo para a próxima estação de monta que foi criado pelo Médico Veterinário José Henrique Tanner que também é um dos parceiros do Qualitas. O protocolo consiste em fazer duas IATFs e intercalar o repasse com touros:

  • 1ª IATF
  • Colocar touros após 5 dias da 1ª IATF – 1 touro para 15 vacas
  • Diagnóstico de gestação 30 dias após a 1ª IATF e ressincronização somente das fêmeas com folículos nos ovários
  • Aparte das fêmeas prenhes e com corpo lúteo nos ovários. Manter touros neste lote – 1 touro para 30 vacas
  • Colocar touros após 5 dias da 2ª IATF – 1 touro para 15 vacas.
  • Retirar todos os touros após 23 dias da 2ª IATF.
  • 64 dias de Estação de Monta.

Este protocolo que foi comprovado na Barra do Prata Agropecuária corrige um problema da utilização de IATFs consecutivas que é a perda do cio de retorno após a IATF. Com o repasse intermediário com touros estes cios não são perdidos, aumentando a taxa de prenhez e permitindo a redução da estação de monta para 64 dias.

Antônio Chaker da Inttegra e Micheline Braga da Otimiza apresentaram o benchmarking de 5 fazendas participantes do Nelore Qualitas – Agropontieri, Junqueira Franco Agropecuária, Faz. Mata Verde, Fazenda Nossa Senhora Aparecida II e Faz. Santa Rita da Aldeia. Os dados mostraram que os 4 indicadores que tiveram maior impacto na lucratividade das fazendas avaliadas foram:

  1. Lucro por @;
  2. % dos gastos com mão de obra em relação ao faturamento;
  3. Margem sobre vendas;
  4. Ganho de peso médio diário.

A mensagem que eles deixaram para os participantes foi de produzir com mais resultado e para isso recomendou fazer o que é básico bem feito, com mais eficiência, menos desperdício e com foco na margem sobre vendas (utilizar com mais eficiência os recursos financeiros).

Antônio Chaker da Inttegra palestrando na reunião Nelore Qualitas – Botucatu – SP

Neste dia de confraternização foram servidos no almoço hambúrgueres da Bonsmara JC do nosso parceiro Cacau Miranda, preparados pelos nossos amigos churrasqueiros Marcos Braga e Hugão que também assaram linguiças e shortrib também da Bonsmara JC no jantar, regado a chope artesanal e muita amizade.

No dia 6 de setembro, a compromisso foi na Central Bela Vista onde foram apresentados os 17 touros selecionados para o Teste de Progênie Nelore Qualitas 2019. A cada ano ficamos mais impressionados com a evolução na qualidade dos animais. Na avaliação final haviam 38 touros excelentes, mas como não podemos testar todos os touros selecionamos 17 touros que terão o sêmen coletado e distribuído entre os parceiros do Nelore Qualitas. A confiança nestes animais é tão grande que no ano passado foram distribuídas 10.311 doses de sêmen dos touros jovens. Número que deve ser superado este ano.

Touros selecionados para o Teste de Progênie Nelore Qualitas 2019 – Central Bela Vista – Botucatu – SP

Comemorou-se também a identificação do touro Qualitas Royal produzido pela Barra do Prata Agropecuária que tem como sócio proprietário a Faz. Santana do Arvoredo. Ele apresentou a impressionante conversão alimentar de 3,156 Kg, sendo o touro com a melhor eficiência alimentar já identificada no Nelore Qualitas. Quando considerados os dados de ultrassonografia de carcaça coletados pela AVAL para a projeção de rendimento de carcaça mais os dados de desempenho, consumo e R$ 0,70 por quilo de matéria seca consumida. O Qualitas Royal produziu uma arroba no confinamento por R$ 63,41.

E assim finalizamos a semana mais importante do ano para o Nelore Qualitas agradecendo a todos os criadores participantes, as empresas que nos receberam e as nossas parceiras: Campo, Zoetis, Phibro e Champion.

O Nelore Qualitas deverá fechar o ano com 50 fazendas parceiras e 40.000 vacas em avaliação genética.

Grande abraço e inté.

Exportações de carne bovina in natura devem subir 30% em maio

Os cortes bovinos desossados subiram, em média, 0,3% no acumulado dos últimos sete dias, informa a Scot Consultoria. Frente ao ano passado, as cotações estão 7,5% maiores. Já no mercado externo, o cenário é mais positivo. Até a segunda semana de maio, foram embarcadas 6,8 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 30% superior ao que foi exportado em abril, sendo o maior volume embarcado desde setembro de 2018.

Exportações de carne bovina sobem 11,7% no primeiro quadrimestre do ano

Boa parte dessa alta foi puxada pelo desempenho das exportações na categoria carne in natura, que tiveram o melhor resultado para um mês de abril desde 1997, quando foi iniciada a série histórica. Em abril de 2019, as exportações dessa categoria somaram 109,8 mil toneladas, alta de 56,7% em relação ao mesmo mês de 2018.

O resultado do mês de abril também foi positivo, fechando com um volume de 132.855 toneladas e faturamento de US$ 502,1 milhões, alta de 53,5% e 43,3%, respectivamente, comparado ao mesmo período do ano passado. “Os resultados mostram a qualidade e competitividade da carne brasileira, que tem a confiança dos principais mercados compradores”, ressalta o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

Em relação aos principais destinos da carne bovina brasileira no acumulado de janeiro a abril de 2019, os destaques são os crescimentos nos volumes embarcados para a Rússia (+1.335,61%), EAU (+349,76%) e Irã (+47,58%).

Fonte: Abiec.

Frigoríficos escalados e estocados para atender demanda do dia das mães

Boa parte das indústrias frigoríficas está com os estoques cheios e com as escalas completas para atender o dia das mães. Diante de cenário, muitos frigoríficos já reduziram as compras de animais e isso contribuiu para pressionar as cotações.

Após o pico nas cotações de R$ 160,00/@ no estado de São Paulo, o mercado deu uma esfriada com os pecuaristas querendo negociar e as indústrias retraídas. “Nós estamos vendo que as escalas para a próxima semana também estão confortáveis e não existe competição por matéria prima que alimente uma escalada de preços como observamos na semana anterior”, aponta o Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho.

Até o momento, os frigoríficos estão ofertando preços ao redor de R$ 157,00/@ a 158,00/@. “Isso vai depender da qualidade do animal, distância desse animal e para qual nicho o boi será destinado. Para quem exporta para a China é um negócio que a indústria consegue pagar um pouco melhor”, afirma.

Com relação à demanda, Coelho salienta que não tem tantos espaços para alteração. “Nós temos uma expectativa de melhora ligeira para esses dias e o varejo deve procurar produto para se abastecer. Por outro lado, podemos ter uma mudança de cenário na oferta de animais”, diz.

A tendência é que a queda nas temperaturas no final de maio não contribua para a retenção de animais nos pastos. “Se isso se confirmar, vamos ter uma melhora na oferta se o pecuarista decidir por negociar o boi ou se vai arcar com os custos da suplementação da alimentação do gado”, pontua.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

MT: custo da cria sobe 6,6% no primeiro trimestre

Os custos operacionais de produção da atividade de cria no Mato Grosso subiram 6,57% no 1º trimestre de 2019, na comparação com o 4º trimestre de 2018, para R$ 121,84/@, segundo informa nesta terça-feira o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Devido ao aumento nos preços do tourinho e na suplementação no 1° trimestre e 2019, o custo operacional na cria de bezerros obteve o maior reajuste no geral”, relata o instituto, ao comparar essa atividade com os outros modelos de produção da pecuária.

Segundo o Imea, o custo operacional na recria/engorda atingiu R$ 129,97/@ nos primeiros três meses deste ano, valor praticamente estável (alta de 0,09%) em relação ao 4º trimestre do ano passado.

Por sua vez, o custo da atividade de ciclo completo atingiu R$ 114,29/@ no 1º trimestre deste ano, com retração de 3,72% sobre o valor registrado no trimestre imediatamente anterior.

“Na recria/engorda, apesar de o custo operacional ter subido apenas 0,09%, os preços na reposição estão mais altos. Além disso, o dólar também apresentou elevações no período, devido às indecisões na política nacional, e assim, afetou os preços de alguns insumos”, justifica o Imea.

Quer econimizar com a criação de Nelore? conheça o Programa de Melhoramento Genético Qualitas.

Quer ganhar dinheiro com boi? Parte 2

Continuaremos com o exemplo dos quatro bois da Faz. Mata Verde apresentando, inicialmente, como foi ganho de peso destes animais desde a desmama até o dia 05 de fevereiro de 2019 (Gráfico 1).

Os quatro nasceram no mesmo pasto em outubro/novembro de 2017.  Suas mães nasceram todas em 2011. Após a desmama, em maio de 2018, foram enviados para outra fazenda do grupo e continuaram juntos.

De junho a setembro permaneceram em pasto de Brachiaria ruziziensis após a colheita de soja (ILP), em um lote “ÚNICO COM CERCA DE 600 BEZERROS” em pastejo rotacionado de três pastos, totalizando 250 ha. Receberam suplemento elaborado pela Fortuna Nutrição Animal para consumo de 0,2% do peso vivo.

Em outubro foram transferidos para pastos de Brachiaria brizantha cv Marandu com suplemento elaborado pela Fortuna, para consumo de 0,3% do peso vivo. Percebam a queda violenta no ganho de peso dos animais ocasionada pelas mudanças, tanto de ambiente quanto de tipo de pastagem. Mas atentem  para a recuperação do ganho de peso logo em seguida, no mês de novembro.

De dezembro a fevereiro os animais ficaram em pastos de Brachiaria brizantha cv Marandu. De dezembro até o dia 21 de janeiro de 2019 receberam suplemento, para consumo de 0,4% do peso vivo. A partir do dia 22 de janeiro receberam suplemento para consumo de 0,8% do peso vivo, também elaborado pela Fortuna.


O Gráfico 1 é fundamental para conseguirmos calcular qual está sendo o custo por arroba produzida em cada período entre as pesagens e, em nossa opinião, quanto mais pesagens forem feitas nos animais, mais você tem o seu negócio na mão, pois, você terá informações cruciais para verificar se a sua estratégia de engorda está acontecendo conforme o planejado e terá tempo para ações corretivas se forem necessárias.

O Gráfico 1 também mostra que levar os animais para serem pesados mensalmente não faz os animais perderem peso. Isso é desculpa de quem não quer gerenciar o seu negócio. Lembre-se que não estamos falando de apenas quatro animais, mas de 600 pesados mensalmente. No caso da Mata Verde, isso é fundamental para avaliar os custos e, principalmente, qual a necessidade de desempenho mensal para atingir o alvo que é 20@ aos 20 meses de idade, no dia 30 de junho de 2019. Para enxergarmos se esta engorda está sendo eficiente temos que conhecer o custo mensal por cabeça e, no caso da Mata Verde, da desmama até o dia 05 de fevereiro, os valores foram os seguintes:

Suplementos (somente os valores dos ingredientes) R$ 0,67/dia = R$ 20,37 por mês

Todos os outros desembolsos (incluindo produção e distribuição dos suplementos) R$ 0,792 por dia = R$ 24,09 por mês

Desembolso total de R$ 44,46 por cabeça, por mês.

Tendo o ganho de peso e os custos, conseguimos apresentar o custo por arroba no Gráfico 2.

Agora conseguimos enxergar o quanto é importante e impactante o ganho de peso individual no custo de produção e, consequentemente, na lucratividade da engorda de um boi.

Como todos os animas foram submetidos aos mesmos custos o Gráfico 2 já está considerando as diferenças de consumo de suplemento de acordo com as diferenças de peso entre os animais. Isso quer dizer que para o animal A que é mais leve que os outros animais, foi considerado um menor consumo de suplemento, respeitando sempre o percentual do peso vivo. Por exemplo: o animal A que pesou 220 Kg em 06 de julho e 239 em 01 de agosto de 2018 consumiu menos suplemento que o animal B que pesou 215 e 268 nos mesmas datas, respectivamente, pois foi considerado o peso médio entre as pesagens multiplicado pelo percentual do peso vivo da suplementação que, neste período, foi de 0,2%. Alertamos que isso é uma estimativa para viabilizar a comparação entre os animais pois nada nos garante que ele realmente consumiu menos suplemento que os animais apenas por ser mais leve! É por isso que é importante selecionar para Eficiência Alimentar, pois queremos identificar os animais que consomem menos suplemento para ter um ganho de peso superior.

O Gráfico 2 mostra o quanto o custo por arroba é sensível ao ganho de peso e que com os custos apresentados podemos visualizar o seguinte:

Um animal com 300 Kg em 5 de fevereiro de 2019 que nasceu no dia 13 de setembro de 2017, descontando 30 kg de peso ao nascimento ganhou 0,529 Kg por dia neste período. Custou R$ 966,21 até os 7 meses e mais R$ 396,27 = R$ 1.362,48. Em 05 de fevereiro se esse animal fosse vendido por R$ 135,00 por arroba o resultado seria “NULO”. Trabalhou-se para “EMPATAR”. E se considerarmos o custo do capital mais a inflação, o resultado real é de “PREJUÍZO”. Você se lembra do Boi Mau? Pois bem, é esse e todos aqueles abaixo de 300 Kg. O Boi Feio é representado pelo garrote A dos gráficos, que dá um lucrinho de nada. Já os bois B, C e D representam o Boi Bom, que vale a pena engordar.

Para concluir, apresentamos os 4 garrotes no Gráfico 4 sob a perspectiva de custos e receitas. E aí fica claro uma máxima que os pecuaristas já sabem: TRATAR DE BOI RUIM DÁ O MESMO TRABALHO QUE TRATAR DE BOI BOM.


A diferença de custo entre o garrote A e o garrote D foi de apenas R$ 59,96 ou 4,23% do nascimento até os 16 meses, já a diferença de receita vendendo os garrotes por R$ 135,00 por arroba foi de R$ 508,50 ou 31,47%.

E se considerarmos o lucro, o garrote D proporcionou R$ 448,54 ou 324% a mais de lucro que o garrote A.

Agora fica claro que o ganho de peso individual é a característica mais impactante no lucro da engorda de um boi.

E que também podemos mudar para o seguinte ditado: TRATAR DE BOI RUIM CUSTA O MESMO QUE TRATAR DE BOI BOM E NÃO VALE A PENA, MAS, TRATAR DE BOI BOM É MUITO LUCRATIVO.

E qual é a diferença entre os garrotes A e D? A GENÉTICA!

E aí, vai continuar tratando de Bois Feios e Maus?

Novamente, muito obrigado e parabéns à Faz. Mata Verde. Vocês são feras! Ah, e em julho apresentaremos quanto a Mata Verde ganhou de dinheiro engordando os seus bois. Mas, para título de informação, todos os machos da fazenda apresentaram de fevereiro a março deste ano, um ganho de peso de 0,934 Kg/dia e de março até o dia 04 de abril 1,022 Kg/dia e estão hoje com 444 Kg consumindo o mesmo suplemento de 0,8% do peso vivo.

Grande abraço e inté!


3 vezes mais @ ⁄ha, dobra a lucratividade pecuária inteligente (Vídeo)

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Quantidade embarcada no 1º tri é a 2º maior; receita em Reais é record

De janeiro a março de 2019, o Brasil exportou 336,4 mil toneladas de carne bovina in natura, 5,44% a mais do que em 2018 e apenas 3,69% a menos do que o registrado em 2007, segundo dados da Secex. Quanto à receita em moeda nacional, somou R$ 4,74 bilhões no período, sendo a maior da história e 12,4% superior à do mesmo intervalo do ano passado. Quanto ao boi gordo, os preços subiram em março.

Segundo colaboradores do Cepea, a valorizações esteve atrelada à menor oferta de animais prontos para abate e também à demanda firme por parte de frigoríficos. No acumulado do mês passado, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 teve alta de 4,56%, fechando a R$ 157,05.

A média do Indicador em março, de R$ 157,45, foi a maior, em termos nominais, desde julho de 2016, quando foi de R$ 155,59. Já em termos reais, ou seja, considerando-se os efeitos da inflação, a média de março é a maior desde janeiro de 2019, quando foi de R$ 154,13 (valores foram deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/19.

Fonte: Cepea .

Oferta reduzida e firmeza nas cotações do boi gordo

Os pastos com maior qualidade e capacidade de suporte, devido aos melhores volumes de chuvas nos últimos dois meses, e as altas no mercado de reposição, que causam piora na relação de troca para o invernista, estimulam a estratégia de retenção do boi gordo.

Do início do mês até aqui, na média de todas as 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações para a arroba do boi gordo, considerando os pagamentos a prazo, subiram 0,9%, mesmo março sendo um mês em quesazonalmente há maior oferta, devido ao descarte de matrizes.

Esse cenário de oferta restrita não deve ter grandes mudanças no curto prazo, já a demanda pode melhorar com a expectativa de maior escoamento da carne na virada do mês. Fatores estes que podem manter a firmeza do mercado nos próximos dias. 

Breno de Lima

Zootecnista

Scot Consultoria

Mercado do boi gordo firme.

Importação de animais e de material genético no Mercosul tem novas regras

As cinco instruções normativas (34, 35, 36, 37 e 38) foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (01), e trazem as exigências zoosanitárias a serem cumpridas pelos países do Bloco (Argentina, Paraguai, Uruguai) e associados. Os benefícios são proporcionar maior segurança sanitária e a facilitação do comércio.

O Brasil é protagonista no comércio internacional de genética bovina, tanto na produção mundial de embriões bovinos “in vivo” quanto “in vitro (PIVE). No Mercosul, os requisitos zoossanitários protegiam apenas a importação de embriões bovinos in vitro.

A partir de agora, estão ambos (in vivo e in vitro) protegidos, com o Brasil se beneficiando dessa atualização, já que é o maior produtor mundial e de referência no uso de PIVE em bovinos.

Fonte: Mapa, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Boi Gordo | R$/@

10/12/2019 | Scot Consultoria
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