Cenário internacional é favorável para a pecuária brasileira, mas produtor deve estar atento à disputa entre China e EUA

A pecuária brasileira tem um cenário positivo para 2019, afirmou nesta segunda, 22, ao Giro do Boi o chefe da mesa de commodities da JBS nos Estados Unidos, Marco Sampaio. A situação passa por safras robustas de soja e milho por todo o mundo, o que deve manter os preços dos grãos atrativos para o confinamento, além de uma demanda puxada pela proteína vermelha.

“Eu vejo um mercado bem ofertado. Eu não vejo preços (dos grãos) subindo muito porque. A não ser que haja um grande problema na safra americana, eu não vejo nenhum risco para cima de preços. Obviamente depende de como vai se comportar o final da safrinha no Brasil e essa safra americana que está sendo plantada”, disse Sampaio em entrevista para o quadro Giro pelo Mundo.

“Eu vejo um mercado bem ofertado. Eu não vejo preços (dos grãos) subindo muito porque. A não ser que haja um grande problema na safra americana, eu não vejo nenhum risco para cima de preços. Obviamente depende de como vai se comportar o final da safrinha no Brasil e essa safra americana que está sendo plantada”, disse Sampaio em entrevista para o quadro Giro pelo Mundo.

O especialista também afirmou que problemas recentes com da produção chinesa de carne de porco com a peste suína podem impactar a produção de proteína animal em todo mundo pela expressividade do mercado consumidor daquele país e também seu volume de produção, que poderia ser reduzido em até 20% com a doença.

“A China produz 50% da produção de porco mundial, então seriam quase dez milhões de toneladas que alguém vai ter que produzir para poder repor, seja de carne de porco, bovina ou de frango. Então a expectativa para preços internacionais de carnes é muito positiva. Se o produtor, alinhado a isso, tiver preços relativamente baixos do milho, fazendo uma boa prática de pecuária, um confinamento, cuidando da qualidade, abatendo um boi mais novo, tem tudo para ser um ano excelente para o pecuarista brasileiro”, detalhou.

Sampaio ponderou, no entanto, que os players deste mercado devem estar atentos às notícias referentes à disputa comercial entre Estados Unidos e China, que pode levar a mudanças nestas projeções.

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Boi Gordo | R$/@

14/11/2019 | Scot Consultoria
Região À vista 30 dias
Barretos/SP 192,00 194,00
Araçatuba/SP 192,00 194,00
Triângulo/MG 183,00 185,00
B.Horizonte/MG 182,00 184,00
Norte/MG 180,50 182,00
Sul/MG 168,50 170,50
Goiânia/GO 174,50 176,50
Reg. Sul/GO 177,50 179,50
Dourados/MS 176,50 178,50
C. Grande/MS 176,50 178,50
Três Lagoas/MS 170,50 172,50
Oeste (kg)/RS 5,75 5,85
Pelotas (kg)/RS 5,75 5,85
Sul/BA 160,50 162,50
Oeste/BA 170,50 172,50
Norte/MT 160,50 162,50
Sudoeste/MT 165,50 167,50
Cuiabá*/MT 170,50 172,50
Sudeste/MT 168,50 170,50
Noroeste/PR 177,50 179,50
Oeste/SC 163,50 165,50
Oeste/MA 171,50 173,50
Alagoas 178,00 180,00
Marabá/PA 179,50 181,00
Redenção/PA 175,50 177,50
Paragominas/PA 177,50 179,50
Sudeste/RO 170,50 172,50
Sul/TO 169,50 171,50
Norte/TO 180,50 182,00
Acre 142,00 144,00
ES 165,50 167,50
RJ 174,50 176,50

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A melhoria do consumo interno, as exportações aquecidas de carne bovina, em especial para a China, e a oferta comedida de boiadas para abate dão sustentação as cotações da arroba do boi gordo, que subiram 9% no acumulado de novembro e 13% nos últimos trinta dias em São Paulo. Para acompanhar este e outros vídeos da Scot Consultoria, acesse o nosso canal no Youtube.
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