O conceito de integração já não se restringe à tradicional dobradinha pecuária-agricultura. Vai muito além, envolvendo todos os setores produtivos da fazenda, com emprego de tecnologias complementares e multiplicadoras de resultados. A Agropecuária TopGen, empresa com 3.700 ha em Amaralina, no norte goiano, é partidária incondicional desse conceito. Com plantel de 2.000 matrizes Nelore, ela faz ciclo completo e extrai cada vez mais recursos estratégicos da agricultura, integrando (no sentido amplo da palavra) todas as suas atividades, na busca contínua por eficiência. A lavoura de soja, por exemplo, principal cultura agrícola explorada na fazenda, permite recuperar pastos degradados e fornece adubo residual para as pastagens temporárias de inverno. O sorgo de safrinha garante silagem tanto para engordar os animais de terminação quanto para “sequestrar” (tratar a cocho) os bezerros recém-desmamados na seca, estratégia que dá fôlego extra aos pastos rotacionados, por aliviar a lotação na entressafra. Além disso, garante palhada para a vacada parida na seca, com reflexos positivos sobre o ganho de peso dos bezerros.
A suplementação proteica, o confinamento e a seleção genética completam esse “mosaico tecnológico”, acelerando o giro dos animais e a taxa de desfrute. Referência na seleção de Nelore e na venda de tourinhos com Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), a TopGen é um dos expoentes do Programa Qualitas Melhoramento Genético e tem conseguido tirar máximo proveito do potencial produtivo de seus animais por causa da integração. Por encaixar várias peças (tecnologias) que interagem e se complementam dentro do sistema de produção, a empresa conseguiu triplicar sua rentabilidade, que passou de R$ 150/ha, em 2010, para R$ 470, em 2017, devendo chegar a R$ 1.000/ha até 2020. A produção subiu de 5,5 para 13@/ ha/ano, com meta para 24@/ha, um resultado excelente para fazendas de ciclo completo.
Antes de reestruturar seu projeto, a Topgen tinha um rebanho de 6.000 animais; emprenhava as fêmeas aos 24 meses e abatia os machos aos três anos de idade. Hoje, seu rebanho é 33% menor (4.000 cabeças), pois 1.050 dos 2.400 ha de área útil da fazenda foram ocupados pela soja. Seus índices zootécnicos, no entanto, ficaram bem melhores. As novilhas são submetidas à IATF são (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) aos 14 meses e os bois vão para o gancho aos 20-22 meses pesando 21@. No ano passado, apresentaram rendimento de carcaça de 57,5%. “Reduzi meu rebanho, mas tornei meu sistema de produção mais eficiente”, afirma Rodrigo Segantini do Nascimento, administrador da TopGen, que já está recompondo seu plantel e pretende, em 2020, manter o mesmo número de animais que tinha antes em uma área 50% menor.
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