Programa Bonsmara

BONSMARA QUALITAS

DEPOIMENTO

Confira o depoimento de Marconi sobre o programa Qualitas

Sistema de Seleção

O Programa Qualitas é um programa de melhora­mento genético específico para produção de carne nas regiões tropicais. Nosso objetivo é selecionar, por meio de técnicas modernas e científicas, os animais que serão potencialmente os melhores reprodutores e matrizes para o reba­nho, utilizando eficientemente os recursos com o máximo de ganho.

Método de Avaliação

Para ser qualificado no programa o animal deve ter seu histórico acompanhado desde o nascimento. Depois segue a verificação do peso a desmama, o perímetro escrotal e peso aos 15 meses. Isso gerará as avaliações genéticas e estabelecerá um ranking dos animais. Eles têm que ser aprovados em duas Avaliações Visuais de Adequação (AVA) ou características funcionais: uma aos 15 meses, antes das avalia­ções genéticas e outra aos 18 meses no momento de aprovação final da certificação.

 

Índice de Qualidade

Para a seleção e classificação dos animais é estabelecido um índice genético, o Índice Qualitas, que tem 60% do seu peso diretamente sobre características de alta importância para quem produz carne a campo – ganho pós desmama e musculosidade. E 40% do seu peso em características importantes para a produção de matrizes – Peso de desmama e Perímetro Escrotal (relacionado a precocidade sexual das fêmeas). aCom esse índice os animais são novamente verificados visualmente, aos 18 meses, para serem aprovados e certificados. Touros com melhores índices são selecionados para teste de eficiência alimentar.
No final, somente os 10 melhores reprodutores são escolhidos para o teste de progênie, garantindo, assim, o avanço genético do rebanho. Ponderação do Índice: 20% Peso desmama + 40% Ganho pós desmama + 20% Perímetro Escrotal + 20% Musculosidade.

Avaliação funcional

A Avaliação funcional dos animais identifica características externas do animal que estão correlacionadas com a sua fisiologia e produtividade, no Programa Nelore Qualitas ela é usada de forma complementar às características de produção.

 

Para que o parto do bezerro seja facilitado é importante que a vaca tenha a garupa ligeiramente inclinada. Vacas com garupas planas apresentam uma conformação da pélvis que diminui o que chamamos de “canal do parto”, dificultando o nascimento do bezerro. A avaliação leva em consideração esta inclinação. São dadas notas de 1 a 5. A nota 1 significa garupa excessivamente inclinada e 5 garupa plana. O ideal é o animal que apresenta nota 3.

Animais com problemas de aprumos irão apresentar dificuldades de locomoção e, no caso de touros, podem comprometer a reprodução, impedindo que ele efetue o salto durante cobertura das vacas. Os aprumos são avaliados lateralmente, frontalmente e por trás do animal em movimento. As notas vão de 1 a 5. Aprumos extremamente angulosos (parece que o animal está sentado sobre os membros posteriores) recebem nota 1 e a nota 5 é dada para aprumos retos (chamado “perna de frango”). O aprumo ideal recebe nota 3.

A boca de um bovino que se alimenta de capim é extremamente importante. É a “colhedeira” de alimento do animal. As notas para boca vão de 1 a 5 e quanto mais larga a boca maior a nota e melhor.

Os cascos são a base de sustentação e locomoção do bovino. Qualquer machucado ou defeito irá comprometer o seu desempenho e a própria sobrevivência. No Qualitas os animais que apresentam qualquer problema de casco, principalmente cascos compridos são descartados.

Outro desvio ósseo comum é o desvio de chanfro ou “cara torta”. Mesmo que, às vezes, não possamos comprovar se o desvio de chanfro no animal foi decorrente de acidente (exemplo: “porteirada” na cara), ou é um defeito genético, preferimos descartá-lo.

Já dissemos que o Nelore só conquistou o território brasileiro por causa de suas características de adaptação aos trópicos. A pele escura, os pelos brancos e a resistência a carrapatos são os pontos fortes do Nelore. Além disso, a espessura do couro dos animais também é muito importante. Animais de couro grosso apresentam uma maior vascularização na pele e um número maior de glândulas sudoríparas. A pele também funciona como uma barreira mecânica contra bernes e bicheiras. No Nelore verifica-se uma grande variação na espessura do couro dos animais. Por isso, estamos medindo a espessura do couro utilizando um paquímetro. Ela é verificada logo atrás do cupim, na região mediana do tórax do animal, onde é mais fácil efetuá-la. Puxando a pele do animal, verificamos a espessura do que chamamos “couro duplo” com o paquímetro. Assim identificamos os animais que apresentam couro mais grosso e, portanto, mais adaptados.

Essa é uma palavra inglesa (diz-se “fraime”). É uma referência à altura do animal. Tanto animais muito baixos como muito altos são indesejáveis. Animais muito baixos não irão alcançar o peso ideal de abate e os animais muito altos geralmente são tardios, tanto do ponto de vista reprodutivo, como de acabamento de gordura. Também apresentam um pior rendimento de carcaça. As notas vão de 1 a 5. Os animais nota 1 são muito pequenos e os de nota 5, muito altos. A nota 3 indica altura ideal.

Quando avaliamos o animal visualmente, verificamos se ele não apresenta nenhum defeito na sua coluna vertebral, que é o eixo de sustentação do tórax e do abdômen. Animais “selados” (que apresentam escoliose) ou com algum desvio na coluna são descartados.

Para a produção de carne, quanto maior for o desenvolvimento muscular melhor será o rendimento da carcaça. Para avaliação da musculosidade são verificados dois pontos no animal nos quais não corremos o risco de confundir músculo com gordura. O primeiro é o perímetro do antebraço. Quanto maior for esse perímetro e mais desenvolvidos forem os músculos dessa região, maior será a quantidade de músculo na carcaça. O segundo ponto é o músculo do “patinho” no membro posterior do animal. Quanto mais destacado e proeminente ele for, melhor a musculosidade. As notas vão de 1 a 6 e quanto maior a nota, melhor.

A espessura dos ossos é importante para garantir que o animal tenha capacidade de suportar o seu peso sem afetar a sua locomoção. Entretanto, animais com ossatura muito grossa se desgastam mais e não conseguem acompanhar o rebanho, principalmente touros em estação de monta. As notas vão de 1 a 5. Animais nota 1 apresentam ossatura muito fina e animais nota 5, ossatura grossa. A nota ideal para ossatura é 3.

A pigmentação escura do Nelore fez com que ele se adaptasse muito bem ao clima brasileiro. A composição pêlos brancos + pele escura é a mais eficiente para equilíbrio térmico dos animais. Por isso devemos selecionar animais bem pigmentados (de pele escura) e evitar animais despigmentados (áreas com pele rósea). As notas vão de 1 a 4. Nota 1 para despigmentação muito grande (descartados), nota 2 para despigmentação em regiões baixas do corpo, nota 3 para boa pigmentação, mas sem as extremidades pretas (vulva nas fêmeas e testículos nos machos) e nota 4 para animais muito bem pigmentados, com vulva ou testículos pretos.

Quem produz carne a pasto deve buscar animais com costelas compridas e bem arqueadas. Isso indica que o animal tem uma boa usina para processamento do capim. As notas de profundidade vão de 1 a 5 e quanto maior a nota

O equilíbrio hormonal é fundamental para que as funções reprodutivas ocorram normalmente. Qualquer desequilíbrio é traduzido em alterações na conformação, do animal, e é este princípio que aplicamos na avaliação visual para reprodução. A fêmea fértil apresenta cabeça mais delicada, não apresenta musculatura extremamente desenvolvida e os genitais externos (a vulva) são bem desenvolvidos. Animais com o músculo da maçã do peito bem desenvolvido, acúmulos de gordura nas pontas da anca, comportamento agressivo demonstram sinais de subfertilidade. O touro deve apresentar cabeça bem desenvolvida e masculina. Pelos escuros e grossos no pescoço e no cupim são desejáveis. A musculatura deve ser bem desenvolvida e não deve haver acúmulo homogêneo de gordura na carcaça. As notas vão de 1 a 6 e quanto maior a nota melhor. Ressaltamos que a fertilidade realmente se comprova quando vacas produzem um bezerro por ano e, touros são aprovados anualmente nos exames andrológicos. E o interessante é que os sinais de subfertilidade que procuramos na avaliação visual raramente serão encontrados nos animais que cumprem a sua função reprodutiva.

Sabemos atualmente que grande parte do comportamento agressivo demonstrado pelo bovino, quando em contato com o homem, é resultado de erros do próprio homem frente ao animal. O bovino é um animal de fuga e só se torna agressivo quando se sente ameaçado. Por isso, quando nos referimos ao temperamento, na verdade estamos avaliando o medo que o animal tem do ser humano e não necessariamente de agressividade. Esse medo entre os animais é herdável. Animais mais “mansos” (menos medrosos) geralmente apresentam um desempenho melhor por que sofrem menos estresse. As notas vão de 1 a 5 e quanto maior a nota, mais manso é o animal.

Além da medida do perímetro escrotal e da avaliação visual para reprodução, os touros ainda são avaliados em relação ao posicionamento dos testículos na bolsa escrotal. Segundo observações feitas na África do Sul por Danie Bosman, verificou-se que as filhas de touros que apresentavam testículos que não estavam posicionados paralelamente e com as pontas dos epidídimos na mesma posição eram mais rapidamente descartadas do rebanho por estarem vazias ao final da estação de monta. Segundo ele, qualquer desvio no padrão normal dos testículos é um defeito genético e deve ser evitado. No Qualitas classificamos os animais com notas de 1 a 3. Nota 1 para animais com torção testicular maior que 45º, nota 2 para torção testicular menor que 450 e nota 3 para animais com testículos bem posicionados ou normais.

O leite é a principalmente fonte de alimento do bezerro até os 4 primeiros meses de sua vida. Quanto maior for a produção de leite da vaca durante este período, melhor será o peso do bezerro na desmama. A avaliação do úbere das fêmeas é feita com a visualização do animal por trás. Verificamos o desenvolvimento dos tetos e se o animal apresenta bastante couro “sobrando” no úbere. As notas vão de 1 a 4, quanto maior a nota, melhor.

O comprimento do umbigo é importante quando nos referimos aos touros. Grande parte das pastagens do Brasil é de porte médio a alto. Também são encontrados tocos e outras plantas. Nessas condições, touros com umbigo comprido têm maiores chances de sofrer alguma machucadura no prepúcio e inviabilizar o touro para reprodução. Já animais com umbigo muito curto geralmente apresentam uma menor quantidade de couro e geralmente apresentam desenvolvimento inferior. As notas vão de 1 a 5. A nota 1 é dada para umbigo muito curto e nota 5 para umbigo muito comprido. A nota 3 é ideal.

Boi Gordo | R$/@

10/12/2018 | Scot Consultoria
Região À vista 30 dias
Barretos/SP 149,50 150,50
Araçatuba/SP 149,50 150,50
Triângulo/MG 144,00 147,00
B.Horizonte/MG 148,00 149,50
Norte/MG 146,00 148,00
Sul/MG 143,00 145,00
Goiânia/GO 138,50 140,50
Reg. Sul/GO 138,50 140,50
Dourados/MS 145,00 147,00
C. Grande/MS 143,50 145,50
Três Lagoas/MS 143,00 145,00
Oeste (kg)/RS 4,90 5,00
Pelotas (kg)/RS 4,90 5,00
Sul/BA 148,50 150,50
Oeste/BA 148,50 150,50
Norte/MT 130,00 134,00
Sudoeste/MT 134,00 135,00
Cuiabá**/MT 134,50 136,50
Sudeste/MT 134,00 136,50
Noroeste/PR 151,50 152,50
Oeste***/SC 147,00 148,50
Oeste/MA 137,50 139,50
Alagoas 157,00 160,00
Marabá/PA 133,50 135,50
Redenção/PA 131,00 133,00
Paragominas/PA 138,00 140,00
Sudeste/RO 135,00 137,00
Sul/TO 136,00 138,00
Norte/TO 135,00 137,00
Acre 124,50 128,00
ES 145,00 148,00
RJ 146,00 148,00

TV Scot

Dezembro deve ser mais um mês de queda para o produtor de leite

11/12/2018 | Scot Consultoria
Para o pagamento que será realizado em dezembro, referente a produção de novembro, 72% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em queda no preço do leite, 25% falam em manutenção e os 3% restante estimam altas de preços do leite ao produtor, frente ao pagamento anterior.  A expectativa é de que o pico de produção no Brasil Central e região Sudeste aconteça em dezembro.  
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